Tz 09
8/29/09
E muito tempo passou, tal como muitos fins-de-tarde e dias de praia intensa.
Provavelmente por isso, por ser sempre ''muito'' é que o ser humano tenta esquivar-se, com medo de uma rotina de compromisso.
É sempre complicado tentar entender o que as pessoas querem dizer quando recorrem a estes subterfugios linguisticos. Mesmo eu tenho dificuldade em entender-me, quanto mais às restantes identidades.
''É uma questão de tempo'', dizem. Para mim, é uma questão de afectos, fugindo ao ''Amor'' e para outros é só ''empatia''. Chegamos à conclusão que não há conclusão nenhuma e ficamos assim, serenos e quietos, a olhar para o nada, a tentar, insistentemente, saber o que raio se passou.
Mas digo, arrependo-me de não me ter arrependido e de não me arrepender. Arrependo-me por ti, que te arrependeste, e por mim, que deixei que te arrependesses. Com tantos 'rrrrrrrrres', nem me ouço falar. E foi isso, não me ouvi quando mais precisei de me ouvir. Não fui egocêntrica, fui ''tuócêntrica'', e admitamos, ainda sou.
Agora, resta-me parar a um canto, inspirar o mais que consiga, fumar um cigarro, e redimir-me pelo que não fiz.
(e assim continuo, meu amor)
Adorei o texto :)