daydreaming at midnight
Existe algo estranho dentro de cada um de nós que, quando acorda, parece prestes a engolir o mundo. O monstro verde da inveja, ou o vermelho da raiva, ou o amarelo da apatia, não importa. O que importa é a sensação de que aquele último passo antes do abismo do eu-desconhecido será dado por algo que você desconhece mas que atende pelo mesmíssimo nome que você.
Essa é a hora de parar. Respirar fundo. Abrir fotos antigas e reler cartas ultrapassadas que marcaram um momento que pode não voltar, mas que com certeza deixou rastros indeléveis porque estão em você. É hora de dar um passo atrás, por mais que seja necessária toda a sua força. Olhar para trás e olhar em volta. Ver que a felicidade não está perdida, mas apenas escondida em um sorriso surpreendente, em um rosto distante, em uma janela do mensageiro instantâneo.
É hora de sorrir novamente, mesmo no meio da tempestade. Porque ela, um dia, passa. E você continua aqui. Assim como eu.
On January 21 2008
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