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7/17/09
já não durmo nem como , não sorriu nem vivo , já não há cor , já não há esperaça , atingi o meu próprio limite. perto de ti sou tudo , e sem ti já não sou nada , vivo numa monotonia total por saber que tudo acabou assim , e o que ainda me faz estar viva por dentro (pois por fora já estou morta) , são os nossos momentos , que continuam presos nesta casa , neste quarto que agora é deserto e frio.
vivo no desepero de te ver e de te voltar a ter , mas nada adianta , nada volta , o tempo não anda , melhor anda , mas não para onde eu queria , ele anda para a frente e não para trás.
mesmo assim , eu sou mais uma das prisioneiras dele, aquelas que vivem por tentar voltar ao passado e fazer parar ali os ponteiros do relógio , ficar ali eternamente e ali ser feliz , como já foram anteriormente.
sem ti , já não há vida , já não há cor , já não há razão.
e tu perguntas :
- então o que estas aqui a fazer ?
e eu olho-te firme e respondo :
- estou à espera que deixe de respirar , e aí , sei que vou voltar ao nosso mundo , ao nosso passado !
ricardo filipe catarino dos santos :' «3