O caipora, conforme a região, pode ser descrito de várias formas: Pode ser a de uma mulher unípede que anda aos saltos, como uma criança de cabeça grandíssima, como um caboclinho encantado, ou até como um homem agigantado, montado num porco-do-mato. Pode também ser descrito ainda no formato de homem com um pé só, redondo, seguido do cachorro papa-mel, etc. Uns dizem que possui um olho só. Sua ascendência é confusa, mas seu nome é de origem tupi, " kaa'pora, que significa habitante do mato. Em algumas regiões do Brasil ele surge como um índio pequeno e forte, com o corpo recoberto de pêlos e doido por fumo, parando todo viajante para conseguir uma pitada. Quem o encontra fica infeliz nos negócios e em tudo o que empreende, daí a origem da expressão nordestina: " O Caipora cruzou o meu caminho ou Estou Caipora". Para mantê-lo contente, os caboclos o sustentam com fumo e cachaça, mas, mesmo assim, respeitam determinadas regras: não perseguem fêmeas grávidas nem filhotes, sejam quais forem os animais. Também não se pode caçar nas sextas-feiras, noites de luar, e aos domingos e dias santos.
Os indígenas e também os sertanejos defendiam-se dele andando com um tição flamejante durante as jornadas noturnas. Dizem que o Caipora foge instintivamente da claridade.
Apesar desta lenda não ter influências em nossas vidas, convém frisar que em certas regiões mais longínquas, nos interiores, ainda se crê nesta lenda e as saídas, às noites escuras, costumam trazer medo de um encontro com este personagem que transmite azar!
Ana Margarida Pires de Oliveira
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Olá, Jaka!
Muito obrigado por sua visita!
Esta série está muito boa!
PARABÉNS!!
Abração!