Entrevista: Johnny Depp fala sobre seu novo filme Inimigos Públicos
Parte 3SW: Você faz um Dillinger com senso de humor. Isso estava no roteiro? Ele realmente era um homem com senso de homor, ou você que criou isso?
JD: Bem, definitivamente ele era um homem com senso de humor e eu sou simplesmente atraído por humor. Então em todo lugar em que eu encontro algo, que eu acho potenciamente interessante ou engraçado, eu tento fazer da melhor maneira que eu puder. Mas definitivamente John Dillinger tinha senso de humor. Esse é um cara que vai até a Feira Mundial, no auge de sua notoriedade – inimigo público número um em 1933 –, com sua pequena câmera automática Brownie, a entrega para um policial e diz: “Você poderia tirar uma foto minha com a minha namorada?” Esse é um cara com senso de humor. Além disso, ele era esse cara que tinha essa fantástica atitude, como eu disse, ele sabia que seu tempo estava acabando, sabia que não havia muito mais onde ir. Ele fazia sempre o melhor em qualquer situação. É realmente fantástico.
SW: Você pode falar sobre como foi trabalhar com câmeras em alta definição, o que era uma coisa nova para você? E também, eu preciso perguntar sobre “Dark Shadows” e em que estatus ele está.
JD: “Dark Shadows” vai acontecer. Tim está trabalhando em “Alice no País das Maravilhas“, o que é obviamente um trabalho bastante grande. Então quando o Tim terminar “Alice” e tivermos o roteiro em ordem, o que está muito, muito próximo de acontecer, provavelmente iremos atacá-lo no próximo ano. É emocionante, muito emocionante. É como o sonho de uma vida inteira para mim.
SW: Mr. [Richard] Zanuck [produtor] disse que você tem os direitos de adaptação e que sempre foi fascinado pela série por sua vida inteira.
JD: Eu amava o programa quando era criança. Eu era obcecado com Barnabas Collins [o personagem vampiro da novela]. Eu tenho fotos em que estou segurando cartazes de Barnabas Collins quando tinha cinco ou seis anos. Estou muito ansioso para fazê-lo. Alta definição. Eu fiz um filme com Robert Rodriguez anos atrás chamado “Era Uma Vez no México” e aquilo tudo foi em alta definição. Foi a minha primeira experiência com essa tecnologia. A qualidade é muito boa. Necessita de muito menos luz. Tem muita coisa boa. Além disso, é uma fita de cinquenta e dois minutos, então praticamente você pode deixar rolar. Ninguém precisa dizer “corta”. Você pode simplesmente inventar até cair no sono. Tudo isso é bom, mas mesmo assim eu ainda amo a textura do cinema. Eu ainda amo aquelas camadas de cinema, seus 35, 16 ou 8 milímetros, Super 8, que eu amo. Eu amo o granulado. Se eu tivesse escolha, iria filmar tudo em película.
SW: Dillinger foi um sinal de seu tempo durante a Grande Depressão. Vendo que estamos em recessão hoje, você acha que existe um tempo e espaço para um Dillinger novamente, foras da lei que ganham status de heróis? E como uma estrela de Hollywood, você está sentindo a recessão? E se sim, como?
JD: Definitivamente. Definitivamente ela encontra uma maneira de entrar no seu mundo. Então, claro, eu presenciei a crise em vários níveis. Quer dizer, sou muito sortudo, muito privilegiado e me sinto muito sortudo por conseguir trabalho e por meus filhos não sentirem a força de todo o tipo de horror que está acontecendo hoje. Sou super sortudo.
SW: E sobre haver um lugar para um outro Dillinger hoje?
JD: Eu não sei. Eu não sei se nós ainda somos o mesmo tipo de indivíduos. Dillinger, eu não acho que ele tenha surgido para matar ninguém. Eu acho que ele simplesmente surgiu para pegar o que ele acreditava ser seu por direito. Ele queria vingança. Eu acho que hoje nós fomos tão longe tecnologicamente e também emocionalmente e psicologicamente… quer dizer, tem um monte de crimes acontecendo lá fora, muitas coisas acontecendo. As pessoas não se importam que eles estejam indo para a prisão. Eles não dão a mínima para as repercussões. Eles simplesmente vão e fazem o que querem e não pensam se estão machucando as outras pessoas. Então são tempos muito, muito diferentes. Eu não sei. Deve existir alguém que queira sair lá fora, fazer frente a isso e tentar fazer algo, mas eu não acho que nós, como espécies, somos os mesmos que eramos naquela época.
SW: Então o mercúrio afetava a saúde dos chapeleiros?
JD: Envenenamento por mercúrio. Havia mercúrio na cola. Logo eles começaram a andar meio tortos. [risos]
SW: “Piratas do Caribe 4” vai acontecer?
JD: Está parecendo que sim. O que estamos tentando fazer é colocar o roteiro em ordem e ter certeza que é a coisa certa a ser feita. Se pudermos ter o roteiro certo, será fantástico.
SW: Algum comentário sobre Megan Fox dizer que queria seria sua esposa?
JD:
Ah, sério? Onde ela está? Isso é muito doce. Muito doce.****
http://www.fotolog.com/womans_club
Especial Michael Jackson
Bjs!
Fê
Zentii, Zentii, AMEI essa fotoo!
*___*
-
Respondendo a pergunta do guest anterior:
Siim, eles sãão namorados!
:)
Beijos Enormes.