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Eu sou assim!

isabellahenrique

"É preciso que criemos consciência de tudo o que está acontecendo a nossa volta. Não estamos …   More

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Incongruência – Parte 2
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Incongruência – Parte 2

3/2/09
Aproveitando a polêmica do texto anterior, gostaria de narrar um fato similar que me aconteceu ontem (02/03).

Fui ao MAM ver a exposição do Vik Muniz e, em seguida, peguei um ônibus em direção a Ipanema para tentar desfrutar dos últimos raios de sol do domingo. Desta vez o ônibus era o 154, com ar condicionado. Em meio ao calor que fazia às 15h30, respirei aliviada e pensei: “pelo menos um pouco de conforto e tranquilidade até a praia”. Puro engano. Com o fim da apresentação do Monobloco, na avenida Rio Branco, esse foi o pior horário para utilizar o transporte público em direção a Zona Sul.
Foliões alvoroçados, seminus no coletivo, bebendo, fumando e urinando no espaço confinado, dançando desavergonhadamente diante dos meus olhos incrédulos. Foi a visão do inferno e eu não conseguia tirar meus olhos daquela cena patética. Homens malhados depiladíssimos (eram mais lisos que uma mulher, eu juro) se movendo estilo o lacraia do funk, vomitando impropérios e agarrando todas as menininhas de boa ou má índole que se mostravam mais fáceis, entre outras barbaridades. É impressionante ver o comportamento das pessoas em épocas como essas. É uma busca de libertação, uma ânsia de desapego. Naquele momento me lembrei do Incongruência (agora parte 1). E comecei a rir por dentro. A rir da insanidade alheia. A rir da minha própria insanidade.

Ainda é carnaval. E mesmo se não fosse, não teríamos salvação. E como bem dito o jargão do carnaval: Se joga, “ném”!

E para os crentes mais beatos:
Deusmelivreeguardedetodomauamém!

Guestbook Comments (3)

"...Fiz de mim o que não soube,
E o que podia fazer de mim não o fiz.
0 dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho, Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime. "

Alvaro de Campos (para respeitar as máscaras!!!)

Creio que aos"olhos incrédulos", muito pior seja uma "visão do inferno", já que da incredulidade suporia-se esse não existir. De qualquer modo, também Dante há de ter descrito (talvez no nono circulo, quem sabe?) "homens depilados dançado feito lacraia" na sua divina, embora infernal, comédia.

todo o carnavla tem seu fim, isabella!

por onde andas?

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