MARIE ANTOINETTE | Sofia Coppola 2006
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[b]Muitos prazeres seus eram, na verdade, perfeitamente apropriados, mas perigosos porque distraíam-na das reflexões sóbrias a que tanto precisava dedicar-se.
Depois de estudar Maria Antonieta, chegou à conclusão de que era bondosa e honesta, um pouco insensata devido à idade mas, no fundo, uma pessoa decente e virtuosa.
Também era inteligente e tinha bons instintos, desde que confiasse neles e não desse ouvidos aos conselheiros que eram a sua fraqueza, porque se aproveitavam do seu amor às diversões. O imperador referia-se ao grupo dos Polignac.
As Reflexões que o imperador deixou com a irmã, escritas no dia anterior à sua partida em 31 de maio, eram, pelo contrário, duríssimas, como a zombaria da obediência da rainha à moda.
O que fazes aqui na França, escreveu o imperador, com que direito devem respeitar-te, honrar-te, se não for como companheira do rei?
Prosseguia listando extensamente todos os seus defeitos, começando pela falta de ternura e maleabilidade para com o marido quando em sua presença.
Ela não se mostrava fria, entediada, até enojada?
Havia o seu comparecimento a bailes na ópera de Paris ou corridas no Bois em vez de um programa sólido de leituras sérias.
Por aí prosseguia o imperador, culminando com o seguinte:
[i]Já está na hora, mais do que na hora, de refletir e construir um modo de vida melhor.
Estás ficando mais velha e não tens mais a desculpa da juventude.
O que será feito de ti?
Uma mulher infeliz e uma princesa mais infeliz ainda.[/i]
Ela estava com vinte e um anos.[/b]
Trecho do livro MARIA ANTONIETA (Biografia) de Antonia Fraser.
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[b]Plus:
[i]{☻} Marie Antoinette PORTRAITS
{ ♪ } Soundtracking by BLONDE REDHEAD[/b][/i]
*PHOTO: Kirsten Dunst for Vogue by Annie Leibovitz.
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On September 23 2008
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