O amor desmascara minha patética fragilidade.
12/26/09
Ruim mesmo é quando o amor bate na tua porta e grita: abre essa porta que eu tô querendo voltar, quero que tu cuide de mim de novo e quero que me trates como o sentimento mais lindo do mundo, como tu sempre fizeste!
Não. Não vou abrir porra de porta alguma! O amor desmascara minha patética fragilidade. Sempre o mesmo círculo vicioso: da solidão nasce a ternura, da ternura frustrada a agressão, e da agressividade torna a surgir a solidão. Todos os dias o ciclo se repete, às vezes com mais rapidez, outras mais lentamente. E eu me pergunto se viver não será essa espécie de ciranda de sentimentos que se sucedem e se sucedem e deixam sempre sede no fim.
Não, meu bem, não adianta bancar o distante: lá vem o amor nos dilacerar de novo... por alguém, por ninguém. Mas vem. Só pra dizer que existe. Só pra ser sentido, mesmo quando há nada pra se sentir.
IMG|CFA
mateus, vc no coracao da JENTE