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Navegar é preciso. Entender não é preciso.

“Duas imagens da história do futebol. O primeiro desenho reproduz um fragmento de um mural pintado há mais de mil anos em Tepantitla, Teotihucán, México; O segundo é uma estilização de um relevo medieval da catedral britânica de Gloucester.” (Eduardo Galeano – Futebol ao sol e à sombra)

Parafraseando o bordão dos antigos navegadores - utilizado em um poema por Fernando Pessoa, e musicado por Caetano Veloso - começo o post de hoje; Tenho muitos outros assuntos pendentes para tratar aqui no fotolog, no entanto, minha agenda verde, hoje ao acordar, me informou se tratar da data das comemorações do Dia do Futebol, e do Dia Internacional da Caridade.

Temas tão corriqueiros, e tão singelos, me deixaram até bem humorado a respeito. Vamos lá, então. Começo hoje apenas com o futebol, e amanhã com a caridade, por uma questão de espaço e de tempo.


O futebol.

Costumo falar muito pouco desse tema, pois é assunto visto sempre com certo preconceito – em especial entre as pessoas pretensamente mais “intelectualizadas” – ainda que o futebol faça parte da vida de todos a todo o momento, em especial a dos brasileiros; Seja numa discussão de ponto de ônibus, numa ida a um jogo – para quem gosta; Ou, para quem não gosta, ou não assume gostar, num anúncio de cerveja, num outdoor na rua, ou na programação de um fim de semana – Que horas marcamos? – Ah! Hoje tem jogo, vai ser complicado, engarrafamento... Vamos marcar antes do jogo para evitar tumulto. No entanto, gostando ou não, o assunto é visto em geral como algo menor, irrelevante, pífio, talvez.

Todavia, futebol, é bem mais do que isso, e é nessa parte que ele se torna algo muito mais interessante...


Desentendendo o futebol:

Ir num estádio é uma experiência repleta de desvãos lúdicos, seja ele vazio, ou em dia de jogo, meio cheio, ou completamente lotado; Você pode não gastar um tostão no ingresso e ficar vendo tudo do lado de fora; O desfile de cores nas camisas, os vendedores de camisas, de bebidas, de cigarro, espetinho, picolé, queijo assado; e o preço dessas mercadorias que oscilam, inflacionam quanto mais perto da bilheteria você esteja; A junção dos ruídos formando uma massa sonora imprecisa, mas quase que uniforme, e acompanhada dos odores diversos e inimagináveis; e olhar de fora a construção do estádio, seja como for, com os fragores das torcidas, ele parece criar vida, criatura prestes a sair galopando.

Do lado de dentro, se quiser, você pode esquecer o campo de jogo, e apenas ficar rondando pelas arquibancadas, ou em volta delas, caminhando, observando quem trabalha; Os guardas, os garçons dos bares, os fotógrafos, a imprevisível reação dos rostos de quem vê o jogo – retesa as sobrancelhas, suspira, inspira, grita, alisa as palmas das mãos, ou nada disso, aparentemente inerte; as conversas que travam, as memórias que trazem à tona, ou de repente puxam assunto com você; E de longe, sem olhar o campo, você pode supor o andamento da contenda ludopédica apenas pela reação das torcidas rivalizando; Observar os coros de um lado, os cânticos, os gritos replicados do outro lado, a desafinação perfeitamente harmonizada.

E no término de tudo, outro processo a se desenrolar... O futebol pode ser isso. Ou muito mais se você quiser desentender tudo que já te fizeram entender.

E antes disso tudo, era bem diferente...

“Pelos pés dos legionários romanos a novidade chegou às ilhas britânicas. Séculos depois, em 1314, o rei Eduardo II estampou seu selo numa cédula real que condenava este jogo plebeu e alvoroçador, “estas escaramuças ao redor de bolas de grande tamanho, de que resultam muitos males que Deus não permita”. O futebol, que já se chamava assim, deixava uma fileira de vítimas. Jogava-se em grupos, e não havia limite de jogadores, nem de tempo, nem de nada. Um povoado inteiro chutava a bola contra outro povoado, empurrando-a com pontapés e murros até a meta, que então era uma longínqua roda de moinho. As partidas se estendiam ao longo de varias léguas, durante vários dias, à custa de várias vidas. Os reis proibiam estes lances sangrentos: em 1349, Eduardo III incluiu o futebol entre os jogos “estúpidos e de nenhuma utilidade”, e há éditos contra o futebol assinados por Henrique IV em 1410 e Henrique VI em 1547.”

Dizia Eduardo Galeano em seu livro Futebol ao Sol e à Sombra.

Dito isto, talvez explique um pouco das controvérsias existentes no tema até hoje, e a expressão, “um bando de marmanjos correndo atrás de uma bola”. E lá no século XIII então, bota bando nisso...

Amanhã, continua. A caridade.




On July 19 2008 5 Views



Avatar bebadosamba

Bebadosamba On 29/07/2008

ei amore.. já guardei uma fotinha sua para postar. vc não pode faltar! hehehe me aguarde. ps: sabe para onde vou neste finde? lembrei de vc na hora! rs Sampa! ah... preciso ver aquele lugar de novo... vários amigos estão fazendo aniversário por lá. vou me jogar sem grana, sem lenço e sem documento. rsrs beijo.


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Nessamour On 28/07/2008

Pois eu tô de caso com Anais..

;)

Amigo novo!! O senhor não adotou um bichano??

Cadê a caridade, meu filho??
hehheheheh


beijo*


Avatar nessamour

Nessamour On 22/07/2008

ain, que preguiça de ler tudo isso sobe futebol..

vou deixar pra ler sobre a caridade.

;)


amigo novoooo?? quando seremos devidamente apresentados?
temos q marcar mesmo, tenho q devolver suas coisas! estão sentindo falta de casa...


beeeijo!


Avatar olhodomundo

Olhodomundo On 21/07/2008

sou obesa
;)


Avatar pommecannelle

Pommecannelle On 21/07/2008

Bom, eu gosto de esportes coletivos mas continuo classificando o futbol como jogo “estúpido e de nenhuma utilidade” !!!
Heheheheh


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Morifot On 19/07/2008

obesa? com esse frio daqui até um ser lombrigoide como vc ficaria obeso com tanta roupa... quanto a sua passagem melhore seus adjetivos com relação a mim e veremos....




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