Nihon log out
3/22/08
No meu 352o. dia de Japão eu me despedi, saindo do País pelo Aeroporto Internacional de Narita em Chiba.
É difícil fazer um resumo do que aconteceu, afinal, apesar de 11 1/2 meses foram muitas experiências vividas. Conheci praticamente o país inteiro, cumpri meus objetivos lá. Estudei, aprendi japonês, aprendi e vivenciei a cultura e costumes, vivi as 4 estações, desde da Primavera com as flores de Sakura, o verão insuportavelmente quente e úmido, o outono com o Koyo (sem tradução satisfatória: "folhas vermelhas"??) e o inverno com a neve. Subi o Fuji, visitei Hiroshima, vi Matsuris (festivais) muito bonitos (inclusive alguns que muitos japoneses nunca verão), fui para Hokkaido no festival de Inverno, vi o cruzamento caótico e organizado de Shibuya, visitei os três grandes Jinjas, fui a templos do budismo da minha família, fui visitar o famosíssimo buda de Kamakura, me diverti nos parques de diversão de Nagashima e Universal Japan, fui a praia em Fukui, tomei saque, fui a vários izakayas, comi mochi no ano novo, fiz várias baladas, esquiei no inverno, assisti a alguns doramas (dramas), visitei museus, fui ao porto de Yokohama, China Town em Yokohama e Kobe, vi a maior ponte pencil do Japão em Akashi, vi vários castelos. E muito mais...
Tudo isso eu fiz, mas não fiz isso sozinho e isso é o mais importante, pessoas. O melhor de tudo, de ter saído do meu país, viajar 40 horas, chegar cansado e encarar as mesas 40 horas na volta, não entender muito bem o que os Japas pensam e porque agem de certa foram, deixar a família e os vários outros amigos no Brasil, valeu a pena porque conheci pessoas que marcaram esse ano no Japão. Sem eles certamente, essa viagem teria sido quase como uma viagem curta de algumas horas.
Alguns dessas pessoas não vou ver nunca mais, isso eu tenho certeza. Outras quem sabe eu veja uma ou duas vezes. Mas isso não é importante, pois o tempo que passamos lá foi tão intenso que é desnecessário que eu os encontre, apesar de querer, mais uma vez, ou que eu veja várias vezes, pois o que essas pessoas deixaram é para a vida toda.
Exatamente por esse motivo os piores momentos eram as despedidas, ir a aeroportos ou estações de trem eram eventos muito tristes e desagradavéis. Deixar ir embora quem fez parte desse tempo é muito difícil. Mas isso é a vida de quem sai para Intercâmbio, um dia você tem que voltar e deixar essas pessoas.
Obrigado a todas as pessoas que participaram comigo desse ano que foi provavelmente o mais intenso da minha curta (será?) vida. Mesmo as que me deixaram marcas ruins me ensinaram coisas boas.
どうもありがとうございます。Muito obrigado. Thank you very much.
Belo texto, Sr. Clayton! Sera q o efeito "cho-ra, cho-ra, cho-ra" de Nagoya ta fazendo efeito nesse coracao de pedra? =PP
Soh esqueceu de mencionar os sunakkus com as bachanzinhas q vc foi! hahaa
Brincadeiraaaa!!
- .. tive q deixar um comments bobo se nao vc nao ia parar de derramar lagrimas em frente ao micro... =P
Saudades!
bj