Tentei segurar um punhado de areia nas mãos, e ele fugiu facil e impiedosamente por entre os dedos. Ao abrir a mão, estava vazia. Apenas estava lá a marca dos grãos finos e delicados que eu guardava com tanto zelo e amor.
Não tenho mais nada, nem a areia, que eu tanto gostava de cuidar. A água já não tira mais minha sede, assim como a comida não sacia minha fome. Nem sequer um gasalho consegue me dar calor.
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