Avatar h_zapponi

Caralho... caralho... cararalho...

Eu estou mal bagarai. A noite passada deve ter sido uma das piores da minha vida e eu gostaria que essa não fosse tão ruim quanto. Eu não dormi. Mas, dessa vez, não foi por causa da minha constante insônia, e sim pela minha garganta. A maldita ardeu, pinicou – ou seja lá que adjetivo se dá à sensação que essa merda causa - a noite inteira. Eu tive verdadeiras ânsias de vômito, foram tantas as vezes que eu usei o spray de própolis na tentativa frustrada de melhorar a situação e conseguir dormir. Afinal, eu, de fato, não consegui melhorá-la. Fui literalmente vencido pelo sono e, quando menos esperei, acabei dormindo. E acordei provavelmente pouco mais de duas horas depois, com o despertador tocando. Acordei também com uma camiseta de manga comprida enrolada em volta do pescoço, o que, creio, foi o que eu consegui transformar em um cachecol durante a madrugada enlouquecida. Sem falar na minha porta, que estava aberta. Sem dúvidas porque eu havia desistido de abri-la e fechá-la tantas vezes pra ir ao banheiro cuspir e quase-vomitar. Não levantei nessa hora. Programei o despertador pra tocar às sete e dormi mais cinqüenta minutos que mais pareceram cinco.

Ao acordar, fui recebido pela Dona Erli, que perguntou se eu havia melhorado. É o tipo de pergunta que te faz dar um sorrisinho de esguelha, uma risadinha debochada e virar as costas. Mas, bem, ela não tinha culpa de não saber que eu chegara bastante próximo ao inferno durante a noite. Então eu respondi como quem fala o quão ensolarado está o dia que a noite fora ruim e fui tomar meu banho. Saí do banheiro coberto com outra toalha além da que estava amarrada na minha cintura, com medo de ficar ainda pior caso pegasse qualquer vento tímido durante uma fração de segundos e entrei no quarto pra me trocar. Depois comi torradas com queijo, tomei um café com leite quente, vesti o casaco e saí pra encarar a rua e o vento frio e cortante. Mentira. Mas o casaco seria indispensável no meu caso.

Ao chegar ao colégio, encontrei a Marina esperando com os outros alunos atrasados lá em cima. Cheguei cerca de dois minutos antes do sinal tocar, o que é uma ótima (no sentido de não ser uma boa, mas sim uma ótima, rs) pra não ficar tempo demais olhando pra cara da dúzia de outros alunos que sempre ficam por ali. Quando o sinal tocou, a Marina me apressou pra irmos pra sala, acho que dizendo que não queria que o Jorge voltasse e a visse ali, haha. Parece que ela tem muitos atrasos. Mas, ainda que tenhamos ido rápido em direção à sala, a Maria Flávia (esse é o nome da professora de inglês, não sei se já o citei por aqui... só lembro de ter dito que ela é uma pessoa desprezível) demorou oceanos pra sair e esperamos por mais tempo ali que antes, quando cheguei.

Hoje tivemos uma excelente, brilhante aula do Diniz. Não que as outras aulas do cara também não sejam anormalmente boas, mas hoje a coisa ficou ainda melhor, mesmo eu não tendo imaginado que isso fosse possível. Não me pergunte a técnica que ele usa pra manter vinte cabeças viradas pra ele, estáticas, durante mais de quarenta minutos: eu não sei. Na verdade, não sei nem mesmo se o próprio sabe, já que parece que é tudo sobre um dom muito natural dele. Talvez seja a forma como ele fala, que é verdadeiramente descontraída e não soa como o vocabulário forçadamente descolado que alguns professores tentam usar, sem sucesso algum. A aula dele é do nível das melhores aulas da Mônica. Dessa forma, eu mal saí da posição em que fiquei no início da aula e não perdi sequer uma palavra do que ele disse. Mais tarde, inclusive fui obrigado a elogiá-lo, tanta é a eficiência do cara quando está na frente da turma. Acho que ele se sentiu lisonjeado, porque me disse um “muito obrigado” que soou bsatente sincero. Vida longa ao professor Diniz.

Depois da melhor (e única, diria) aula do dia, era hora de estudar Biologia. O teste seria no quinto tempo e era aula de Educação Física. That means: “tempo livre, gente!”, haha. Hoje, aliás, o tempo livre foi ainda mais escrachado que das outras vezes. Só vi a cara da professora por alguns poucos segundos, quando ela surgiu pra perguntar sobre onde estava o resto da turma. Depois disso ela desapareceu e não mais a vi. Ou ela estava ali do lado mesmo, mas eu estou tanto não-indo-com-a-cara-dela, que devo tê-la ignorado por uma reação cerebral involuntária. E, afinal, nem estudei tanto assim durante o tempo que eu tinha. Chequei uma coisa ou outra com as pessoas que estavam comigo, mas não chegou a ser aquela revisão legal e útil.

Passei o intervalo na sala de aula. Já havia comido (aliás, o hambúrguer estava com cheddar e fiquei puto) e as garotas queriam subir pra estudar. Então fiquei estudando e não-estudando com Maria Júlia, Paula e Marina. Não houve nenhum momento em que eu tenha realmente me concentrado pra aprender, porque eu tinha a sensação de que eu já havia a aprendido. É o tipo de coisa que sempre aconteceu comigo, mas com um pouco mais de certeza.




On May 21 2010 426 Views



Avatar h_zapponi

H_zapponi On 21/05/2010

Dessa forma, não sobrou nenhuma outra foto que possa representar o dia decentemente. Então eu resolvi ir de Britney hoje de novo. Mas a foto não é completamente aleatória. É mais uma continuação da que eu postei anteontem, uma vez que é da mesma noite. A expressão dela é algo como: “caralho... caralho... caralho...”, meio que a ponto de explodir. Diz muito sobre o quão puto eu estou por ter um simulado amanhã às 7h30min e também por estar doente e fodido.

Belezinha. Follow me on Twitter rsrsss: http://twitter.com/hzapponi.

Adeus.


Avatar h_zapponi

H_zapponi On 21/05/2010

E eu dormi mesmo. Depois de uns quinze minutos já violentos e sexuais do filme, abracei minha mãe e caí no sono. Quando eu abri os olhos, em algum momento mais tarde, percebi que ela também estava dormindo e que já até havia desligado a TV, haha. Fechei os olhos de novo e voltei a dormir, só acordando muito tempo depois. Pra ser mais exato, eu acordei às oito horas da noite. Com todo aquele conforto, não foi lá uma grande surpresa, na verdade.

Comi mais sopa depois de levantar. Também mandei pra dentro a última pequena fração que sobrara do meu chocolate e vim pra cá começar a escrever e navegar pela internet. A Thais veio falar comigo sobre qualquer coisa e depois me chamou pra ir beber umas cervejas na casa dela amanhã à tarde. Também falei baboseiras sortidas com o André, haha. A gente tem mandado aqueles emoticons maiores com expressões alheias um pro outro essa semana. Esses emoticons são as melhores coisas do mundo e eu quero usá-los cada vez mais. Aliás, preciso o mais rápido possível arranjar uma forma de transformar isso (http://migre.me/HcI4) e um emoticon. Britney gata pra caralho mandando o fotógrafo de merda se foder com apenas um olhar e um movimento, haha.

Então é isso... eu até tinha uma foto que pudesse representar o dia: a do Shot (chocolate). Mas, quando eu joguei no Google, apareceram algumas fotos de qualquer chocolate e outras de homens ejaculando na cara de mulheres. Depois até achei uma foto ou outra, mas acabei desistindo.


Avatar h_zapponi

H_zapponi On 21/05/2010

E, afinal, como a minha mãe também tava a fim de um chocolatinho, pediu mesmo pra Dona Erli fortalecer pra gente. Ela voltou vinte minutos depois com uma linda e cintilante barra de SHOT inteirinha pra mim.

Com o chocolate em mãos, fui me deitar na cama da minha mãe. Só hoje eu pude perceber o quão mais quente é o quarto dela. Não sei se isso é por causa da mudança que eu fiz no meu quarto há pouco tempo, que deixou-o com um vão enorme bem no meio, ou se é pelo fato do quarto dela ter janela pra um lugar diferente do meu. Mas, o clima mais gostoso somado à cama de casal, ao enorme e pesado edredom, ao chocolate, a ela do meu lado e ao filminho que ela sugeriu que víssemos, transformou a tarde numa delícia.

Ela alugara três filmes: “Madame Satã”, “Melinda e Melinda” e “Anjos do Sol”. “Madame Satã” é bem o tipo de filme brasileiro clichê que não me agrada muito. Cheio de coisas explícitas e chocantes, cenas sexuais e pobreza. Então dispensei logo de cara. “Anjos do Sol” eu já vi. Além de ser o mesmo tipo de filme brasileiro que acabei de descrever, é triste pra caralho e eu não queria assistir de novo. Assim, sobrou o tal “Melinda e Melinda”, que não me pareceu a melhor e mais atrativa coisa do mundo, mas tava valendo. Mas a minha avaliação e vontade não prevaleceu. Minha mãe queria ver o tal “Madame Satã”. Como eu estava com sono e sabia que, fosse qual fosse o filme, eu dormiria logo de cara, não me esforcei pra contestar.


Avatar h_zapponi

H_zapponi On 21/05/2010

...(esse “meio assim” não durou muito), então dei o outro pra Dani, que vinha andando a poucos passos de distância de mim.

Chegando em casa, eu... acho que fui conversar com a minha mãe. Disse que o Paulão havia me ligado e dito que não conseguia falar com ninguém aqui em casa e que também tentara o celular dela. Ela foi tomar banho em seguida e a Dona Erli chegou pouco depois. Tinha, aliás, encontrado-a na rua com o meu irmão quando voltava do colégio.

Pro almoço, comi sopa. Minha empregada foi demitida há dois dias, então a minha mãe é que está fazendo o almoço há dois dias. E a diferença é facilmente notável. Não só na qualidade, mas a sensação de comer a comida que a minha mãe fez é diferente de comer a da empregada. E, além disso, a minha mãe também já deixa a sopa do jantar preparada. Assim, como eu tô dodoizinho, hoje eu preferi comer a sopa do jantar, ao invés de almoçar o habitual. Dessa vez era uma espécie de caldo de batata com alho poró. E tinham umas peças de frango assado também, as quais eu não resisti e acabei comendo.

Agora é que chega a contradição. Diferente da minha atitude de momentos antes, a qual foi eu ter preferido comer uma sopa por estar doente, eu pedi à minha mãe que pedisse pra Dona Erli comprar chocolate. Eu sou uma verdadeira contradição ambulantes quando se trata da minha relação com o meu corpo, na verdade. Mas, esse fato em especial ilustra bem a coisa toda, haha.


Avatar h_zapponi

H_zapponi On 21/05/2010

Quando faltavam cerca de dez minutos pro término, o Paulão me ligou duas vezes seguidas. Na segunda, antes que ele resolvesse ligar mais uma vez, sussurrei que ainda estava em aula e que ele deveria me ligar em dez minutos. E, então, o sinal bateu.

Ao sair, retornei a ligação enquanto esperava a Paula guardar o material do armário com uma certa dificuldade. Lembro de ter visto os livros e cadernos dela espalhados pelo chão. O Paulão me atendeu e disse que ligaria já já. Ao descer e sair do colégio, comprei dois Serenatas no baleiro que fica ali na porta. Não vou muito com a cara dele porque ele é cara-de-pau demais por ficar postado exatamente na porta do colégio todos os dias na hora da saída. Não que ele esteja errado, mas, sei lá. TEM QUE SE GARANTIR, IRMÃO. SE TU FOSSE BOM, VENDIA EM QUALQUER LUGAR SEM PRECISAR APELAR, PORRA. Penso algo parecido com isso. Mas, que seja: comprei os bombons e o Paulão me retornou nessa hora. Enquanto a Paula conversava com alguma amiga aleatória que ela encontrou ali na frente, vi o que ele queria. Ele disse que estava ligando em casa, mas que ninguém atendia. Perguntou se eu havia melhorado e eu disse que não. Me indicou alguns remédios e falamos sobre mais algumas coisas, porque lembro de ter ficado mais tempo no telefone com ele.

No caminho de volta com a Paula, abri o primeiro bombom. Comi, mas não estava exatamente do jeito que eu gosto e eu também me senti meio assim por estar comendo doce pela milésima vez no último mês...


Avatar h_zapponi

H_zapponi On 21/05/2010

O “então né” serve pra ilustrar mais ou menos a forma como as pessoas agem quando querem comentar sobre qualquer coisa que eu tenha escrito ou falado por aí de forma implícita, sem ter realmente o que comentar. Quando querem só mostrar que leram e pensaram alguma coisa sobre isso, entende? É depois da parte do “então né” que eu paro de me importar. Então eu comecei a rir, devo ter dito um “é” e fui pra minha mesa.

Aliás, o “então né” não é a única forma que as pessoas têm de “insinuar” esse tipo de coisa. O olhar e a expressão também dizem muito, na maioria das vezes. Elas também podem usar algo como “TÁ BOM”, meio que dando ênfase ao que elas estão dizendo pra ver se eu entendi, como o João Eduardo fez há um tempo atrás. Enfim, tudo sobre isso soa bastante bobo e engraçado pra mim. Pra dizer a verdade, muitas coisas sobre a grande maioria das pessoas são engraçadas pra mim, porque eu raramente as levo tão a sério quanto elas próprias se levam.

Mas, como eu dizia em um passado muito remoto: eu pedi ao Jeremias pra ir guardar o meu livro, o Pedro me abordou e eu fui me sentar. Não prestei atenção a nada que o velhinho disse durante toda a aula. Gosto muito do Jeremias, mas não estava nada no mood pra aula que ele resolveu dar hoje. Copiei a meia dúzia de coisas que ele olhou no quadro, tive distantes vislumbres de algumas brincadeiras ou trocadilhos que ele fez durante a aula e continuei esperando ansiosamente que ela acabasse pra vir embora.


Avatar h_zapponi

H_zapponi On 21/05/2010

Que seja: disse que não estava chorando, apenas que tinha lavado o rosto e estava enxugando. Como se não bastasse a estranheza de o cara ter ido ao banheiro pra nada, ele respondeu que, qualquer coisa, eu podia contar com ele e que sempre tem lugar pra mais um no coração dele, HAHAHA. Isso meio que de brincadeira, bem ao estilo Fred, claro. Mas é o tipo de coisa que me faz responder “ah, beleza, haha”.

Ao sairmos do banheiro, ele disse “Ah, e aquela música da Lady GaGa, hein?”. Não fazia idéia de qual música a que ele se referia, então perguntei. Ele disse “Alejandro”, então eu me toquei pro fato de que ele não só estava se referindo à música, mas também a um episódio de quase dois meses no qual ele comentou sobre a música comigo. E não só também estava se referindo ao tal episódio, mas como se referia aos meus comentários sobre o episódio no post do dia em questão! Na verdade, ele não estava tentando esconder isso, então não foi lá muito difícil sacar a dele. Perguntou se já tinha clipe e eu disse que achava que fora gravado esses dias, porque me lembrava de ter visto algo a respeito na comunidade da Britney há pouco tempo (essa parte de como eu me lembrava eu não disse na hora, só estou acrescentando aqui). Em seguida, perguntou se já estava no TVZ. Respondi que não, então ele falou qualquer coisa parecida com “ah, se não tá no TVZ ENTÃO NÉ”.


Avatar h_zapponi

H_zapponi On 21/05/2010

Conferi mais com a Ilana mesmo, que parece tão inteligente e segura do que ela faz. Chega a ser inquestionável. Se ela fez de um jeito, justificou com notável segurança e eu fiz diferente, eu errei a questão. Depois ela e o grupo que estava junto sumiram. A Marina apareceu em dado momento, eu conversei rápido com ela e entrei de novo porque estava começando a sentir mais frio e a minha garganta reclamava. Não se foi exatamente assim, as outras sumiram e a Marina apareceu, mas sei lá. Acabo de me tocar pro fato de que essa parte é meio que um borrão na minha cabeça.

Pouco tempo depois do Jeremias começar a escrever algumas coisas no quadro, eu resolvi que queria guardar o meu livro de Biologia no armário (meio que me livrar dele) e saí. Depois de guardar, fui ao banheiro lavar a boca e assoar o nariz. Enquanto estava enxugando o rosto, o Pedro brotou abruptamente no banheiro. Quando abriu acho que disse qualquer coisa parecida com “E aí, Homerão” e ia saindo de novo. Mas desistiu de sair e abriu a porta de novo, perguntando se eu tava chorando. Me perguntei porque diabos ele pensou que eu estava chorando e conferi como estavam meus olhos no espelho. Estavam normais, talvez um pouco avermelhados devido à gripe e à noite mal dormida. Então deduzi que fosse porque eu estava inclinado sobre a pia e enxugando o rosto. Creio que isso possa dar a impressão de que eu estou enxugando as lágrimas ou sei lá, haha.


Avatar h_zapponi

H_zapponi On 21/05/2010

Não porque eu estivesse totalmente alheio ao assunto tratado ali. Na verdade, eu sabia. Acontece que uma pequena dúvida me fez escolher a possibilidade errada. Mas o problema não está nem aí: eu nem sequer deveria ter enxergado duas possibilidades, porque existia apenas uma. Mas, como se não bastasse estar errado aí, eu ainda escolhi a possibilidade errada. Então errei as duas partes da questão e já perdi dois pontos logo de cara, como pude constatar depois que terminei o teste. O resto dele eu fiz com relativa segurança. Não devo ter tirado uma puta nota, mas certamente não fui mal demais da conta. Creio que tenha tirado algo por volta da média, como sempre aconteceu comigo quando se trata de Biologia. Terminei junto com o Vinícius e o professor, praticamente. Professor, aliás, que falou mais algumas asneiras desconexas, sem sentido e engraçadinhas hoje. Dessa vez, foi algo relacionado a sexo dar muito trabalho por você ter que se mexer, haha. Velho louco.

Ao terminar o tempo do teste, o professor deu completamente aloka. Virou as costas, foi falar com o Jeremias, a turma se tornou uma bagunça e a cola rolou solta sem que ele se importasse com isso. Digo, ele percebeu sim que todos começaram a conversar e colar sem nenhum escrúpulo, mas não fez nada pra refrear. Já tinha terminado há um tempo, então saí da sala e fui conferir as questões com as outras pessoas que estavam ali fora.


Avatar h_zapponi

H_zapponi On 21/05/2010

Não me lembro do uso das palavras que ele fez e nem exatamente o que ele disse. Mas foi algo relacionado à dúvida que ele tinha sobre o que fazer nessas circunstâncias. Se deixava a gente continuar estudando, já que estávamos afoitos (a maioria parecia estar, ao menos) ou se dava aula dele. Sei lá, foi algo assim. Acabou que ele combinou conosco que daria uma aula apenas explicativa até determinado horário. Terminando, ele nos daria tempo pra dar uma última revisada. Foi nessa hora, inclusive, que eu o elogiei. Quando ele estava ainda comentando sobre o que faria, disse que ele não precisava se preocupar, porque qualquer atraso ele recuperaria com facilidade, tão boa é a aula dele.

Após a aula incompleta, mas ainda assim boa, que o Diniz deu, era hora do teste. Como eu havia passado o intervalo lá na frente com a Maria Júlia, me mantive ali durante todo o resto do dia. Só troquei de lugar com ela, - o que influi muito pouco, já que eu continuo ali na frente – porque um sol maldito estava me atormentando insistentemente e quem gosta de ser agredida pelos raios quentes e cegantes ali é ela, e não eu.

O teste de Biologia estava o tipo que chamamos de “bonitinho”. Consistia em três questões discursivas, cada uma contendo duas partes + oito questões de múltipla escolha. As discursivas valiam dois pontos cada, um ponto cada parte delas. Cada múltipla escolha valia um ponto. A primeira questão discursiva, eu fiz, mas sabia que acabaria errando.


Avatar h_zapponi

H_zapponi On 21/05/2010

Digo, a matéria é quase a mesma do bimestre passado, mas, agora, com alguns casos diferentes. Então, depois de já ter lido qualquer coisa ontem à noite, prestado atenção às aulas e dado uma estudada, por mais de leve que tenha sido, na aula anterior, eu não conseguiria mais parar muito pra me dedicar a Biologia. Assim, entre uma dúvida e outra que eu tirava com a Maria Júlia, achava a oportunidade pra fazer alguma gracinha, tirar uma onda com a cara da Paula e fazer a Maria Júlia rir falando da forma como eu espirro. Mas isso eu só falei porque achei absurda a forma como a mulher espirra. Ela literalmente mantém todas as bactérias que o organismo dela estava tentando expelir DENTRO dele. Tive que falar sobre ela ter que espirrar com vontade, jogando tudo (incluindo saliva) pra fora, haha. Mantenho meu conselho, dona.

O Diniz chegou pouco depois do sinal ter tocado. Fez mais ou menos a mesma coisa que eu já o vi fazer antes. Ele chega, encosta na mesa do professor e observa a turma, que está incompleta, nesses casos. Creio que já comentei sobre o enorme descompromisso com que os alunos no SION tratam as aulas, principalmente quando voltam do intervalo. Descompromisso do qual até eu tenho compartilhado. Digo, eu já nunca fui lá o tipo de aluno que se dedica durante as aulas. Com toda essa má influência à minha volta, então... Mas, voltando ao Diniz: ele observou a turma incompleta, constatou que a parte que estava ali estava toda estudando Biologia e pensou sobre o que faria.





Tag - Food
Loading ...