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LANÇAMENTO - CITROËN GRAND C4 PICASSO


Texto: Gustavo do Carmo
Foto: Divulgação


A Renault Grand Scénic não está mais sozinha no novo segmento de minivans de luxo. A sua principal concorrente, a Citroën Grand C4 Picasso, já está no mercado nacional. A novidade, importada da Espanha, não chega para substituir o nosso cansado monovolume fluminense, ainda derivado da antiga linha Xsara. Pelo contrário. O antigo modelo permanece em produção sem nenhuma perda de versão e motor, mas agora passa a ter uma aparência quinze anos mais velha. Nem parece que chegou ao país já no início deste século (em 2001) e ganhou um face-lift no ano passado.

A idade parece aumentar mais uma década quando falamos do interior. O Xsara Picasso tem acabamento bem simples, quadro de instrumentos digital em cristal líquido verde com fundo preto, alguns porta-objetos e cinco bancos individuais. Seu ângulo de visibilidade é de 35 graus. Já a Grand C4 Picasso tem visibilidade de 70*, graças ao pára-brisas amplo, que vai até o início do teto e praticamente se une aos vidros-vigia dianteiros. O teto de vidro, opcional, aumenta a exposição para quase 90*. O acabamento é bem superior e o painel ganhou dois porta-objetos com tampa em seus ombros. O quadro de instrumentos permanece digital e localizado no centro, mas agora é maior e a cor do display do velocímetro e do computador de bordo pode ser mudada em cinco tonalidades entre o branco e o azul. Sensores iluminam automaticamente o painel, as portas e o porta-luvas. Os comandos do ar condicionado digital não estão centralizados no console - que ganhou um compartimento refrigerado (só para refrescar) - e sim nos quatro cantos do carro, sendo dois nas extremidades do painel da frente e dois para os passageiros de trás. A alavanca do câmbio automático e as borboletas de mudança seqüencial estão juntas, acopladas ao já famoso volante de miolo fixo, proporcionando mais espaço para o motorista e o carona. Outra característica da linha C4 presente na Grand Picasso é o perfumador de ambiente.

Os bancos mantêm a disposição individual e a versatilidade da retirada. E ainda ganharam a companhia de dois bancos extras, no fundão, que podem ser guardados no assoalho e escondidos por uma tampa. Difícil é chegar até eles para se sentar. Montados, a capacidade do porta-malas é de 208 litros. Escondidos sob o assoalho, a capacidade aumenta para 576 litros. Se todos os bancos de trás forem removidos, a capacidade chega a 1.971 litros.

A Grand C4 Picasso que chega ao Brasil tem lanternas verticais, integradas à coluna traseira. A dianteira é inclinada com faróis amendoados e o duplo chevron com aplique ocupando o lugar da grade. Além da frente padrão da marca, o Grand Picasso segue as linhas da família C4 (aqui no Brasil quase completa com o coupé VTR e o sedã Pallas, faltando apenas o hatch de quatro portas que chega no segundo semestre). Neste ponto, o sobrevivente da linha Xsara leva uma pequena vantagem, pois teve um design mais original, tanto que foi por isso que a Citroën o batizou de Picasso, pagou uma boa grana para ter o direito de explorar o nome do saudoso pintor espanhol e comprou briga com alguns dos seus herdeiros e fãs.

O motor é o mesmo de outros modelos da marca e também da Peugeot: um 2.0 16v com 143 cavalos de potência movido apenas a gasolina. O câmbio automático tem quatro marchas. Entre os equipamentos de segurança, a Grand C4 Picasso traz sistema de freios com ABS + AFU + REF, controles de estabilidade (ESP) e tração (ASR), sete air bags (dois frontais, dois laterais, dois tipo cortina e um para os joelhos do motorista), cintos de segurança de três pontos com limitador de esforço nos sete lugares e aviso para quem não estiver usando, fixação Isofix para cadeiras de crianças, brake-light, entre outros. Três destaques são o freio de mão eletrônico e automático, o sensor de estacionamento que calcula o tamanho da vaga, ideal para fazer baliza, e o sistema de auxílio para saídas em declive, que mantém o carro parado em ladeiras. Uma curiosidade estranha é que os sete airbags inviabilizaram o couro na forração dos bancos.

A versão única da Grand C4 Picasso é bem completa e custa R$ 89.800. Com o teto panorâmico fixo de vidro, único opcional, o preço sobe para R$ 93.800. É um pouco mais cara que a Grand Scénic na versão básica, que custa R$ 87.990. Mas acaba se barateando quando a rival estiver mais completa (R$ 94.590). Alguns meios estão dizendo que a Zafira também está neste segmento, o que não é verdade. Mas também não é mentira. Está certo que o preço do monovolume da Chevrolet, completo, se aproxima do valor básico dos modelos da Renault e da Citroën: R$ 86.931. Mas a Zafira é menor e seu desenho é mais antigo. Quem sabe, a GM não lança a nova geração, baseada no médio que aqui conhecemos como o Vectra e o Vectra GT? Por enquanto, a briga está restrita aos Grand's C4 Picasso e Scénic, que agora tem um adversário forte para chamar de seu.





On May 12 2008 364 Views



Avatar gafanhoto6969

Gafanhoto6969 On 14/05/2008

:O

Amei esse carro.
MTU sem noção.
Jah tinha vito ele....
ta demais.
pra quem tem familia é tudo!

Valeu
abrass


Avatar allthecars

Allthecars On 12/05/2008

Belíssima!
Mas prefiro a Grand Scénic!
Abraços


Avatar rbpdesigner

Rbpdesigner On 12/05/2008

esse vai estar lá no evento da Quatro Rodas....

:-)

mas não vou dirigir... não é tão atraente assim...

tá tudo certo para eu ir... e estou contando os dias...

:-)





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