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guiguibizarro

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guiguibizarro's photo from 10/4/03
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10/4/03
Por um gosto muito amargo e particular
Fui reduzido a um par de parentes desempregados
E então comecei a pregar

Mas quem estará fazendo esse grande mal?
Corridas, risadas, tudo pela metade do preço
E mesmo assim custando tanto a passar

Quem nos matou, depois do gozo, ontem à noite?
Quem esta noite virá (nos matar)?
Daonde veio esse tiro?
Quem ouviu tudo isso?

Quem estará do outro lado, a se contorcer,
E a secretamente nos matar?
Sai mesmo leite de dentro de tudo isto?
É o escuro mesmo nos sorrindo?

Não será a tua solitude africana?
Sinto frio glaucoma e o chocolate me convida a ser seu amigo
Estou em uma concha chamada fim de semana
À favor do vento
Praticando ásanas e preconceitos
E você está em uma colher chamada Você

E juntos somos holdinis holding hands
Masturbamo-nos com o passar o tempo
Enquanto o vicário não vem
E os golpes do vigário
Vão a mais de cem
E acordados nos mantém
Assistimos super cine
Que pra nós, dura toda a semana
(Já estamos todos dentro)

Tudo no compasso dessas doces bailarinas
E dessas baterias anti-atômicas

Ouvimos Michael Jackson gritar
"Eu Sou Real"
E respondemos
"Eu Sei Que Não Está Fácil"

E então lemos filosofia
E praticando a arte
De não fazer nada correto
Essa é a minha principal
Ocupação
Minha estranha duração
A eternas sensação
Deste maravilhoso trio esperança
Sim,
Pois somos Tu, Eu, e O Odeio,
E já somos mais de Mil,
E tudo aquilo que nos faz ter essa (falsa) gravidade
Essa grande vontade
De não sermos omissos
E de causarmos sumiços
E sumirmos
E nos enfiarmos dentro de buracos
E abrigos
E respirarmos e abduzirmos
E dizermos:
"Oh, como tudo é grande"
"Oh, como tudo é bonito"


Mas nem tudo é assim se entrometer
Logo logo estarei com a cabeça explodida
De tanto coçar as minhas orelhas em busca do coelho
E do reforço
Que não quer mais sair desta cartola
E me põe aqui de joelhos
E só fica me repetindo e repetindo
A mesma e indócil mensagem
O meio é a mensagem
O meio é a mensagem
Não importa mais praonde estamos indo
Nem o significado
Apenas que haja força
E magnicidade
São as coisas que estão indo
E se reproduzindo
E se substituindo
Até não mais querer
Até o amanhecer
E assim também estamos indo
E nos reproduzindo
E nos substituindo
Até não mais poder

Abismo além de abismo
Abutre seguido de abutre
Driblo todas as aves de rapina deste maldito reino
E novamente já estou em novo meio
(Em teu meio)
Desejando tudo de todas
Apenas as costelas mingas e as más línguas
Das borboletas ameaçadoras
Amigos boleam a perna e soltam os verbos violentos
E os veículos santos não mais se locomovem tanto que ricocheteiam
E a rua das ambulâncias não é mais o meu itinerário
Não estou mais tão errado
Mas estou ainda padecendo
Não como mais a tua doce espada
Já me dá dor de cabeça
Mas ainda fico assim
Carne em meio à plástico
Pigmalião against medusa


Depois de adulto aprendi a andar de bicicleta
Com a boca aberta
E os solos certos de guitarra
Tudo me entra no lugar da minha cachola
Um eletroencefalograma revelaria
A rotação certa dessas crateras em pleno dia
As formigas em roldana puxaríam sempre as folhas certas
E andariam de windsurf por cima da minha pele
E em gestação hipocondríaca
Solucionaria todas as falsas verdades
E ameaças
Deste emblema nação
Nada que as escalas rolantes
E os descendentes deste proto-dharma
Não se resolvessem também
Com marchas nupciais
E morcegos equiláteros
E bolsas marsupiais
E a vontade de invadir novamente
O saguão deste teu aeroporto quente
E abraçar estes desalmados entes
Pendurados em cartazes
Para alçar vôos mais magros
Mas menos atarefados
E doentes
Como observar o rotacionar das moscas
Anti-horário
Pelo lado errado
Pelo outro lado
De dentro
Sempre mais violento
Desse vídeo game gosmento
Chamado pecado
Em que os micro segundos não são mais falhos
São mais que contentamento
Concentramento
São o vilipendiamento
De todo o vínculo empregatício
Rápido
Abre-álico
Viro-vassálico
Então ntro abro e saio
E não venho mais aqui
Suquir plasma
Adestrado
Muqueca de rato
Não quero mais te sorrir
Quero apenas conduzir esses miolos doces e azedos
Nos meus dedos
E as miágoras de pensamentos
Mil dedilhados dedicados
E citoplasmas
Anoitecendo
A via encrustrada
Entrecortada
Pelo nylon que preenche e corta
A tua pele de mandrágora
Pela tua atitude certa
Canela
E todo o karma acumulado
Pelas meu olhar
Em tuas varizes
E os produtos avon
Em teus seios
Nada vai modificar
O in nuendo
É como eu gostaria de (re)nascer
É como eu me sinto agora
Descendo
Pra nunca mais
Retroceder

Guestbook Comments (4)

uau

Muito bom! :)

Vc me deixa sem ter o que dizer há vinte e poucos dias de completar 41 anos.E isso é bom!Pense graficamente...isso salva!E ótimo tudo...todos os dias! :)

adorei desenho

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