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A SOLIDÃO IRREVOGÁVEL: NÃO, NÃO E NÃO!

Quando soube que o longa-metragem “Rio Cigano” (2013, de Julia Zakia) seria exibido na 9ª Mostra de Cinema e Diretos Humanos no Hemisfério Sul, atualmente em cartaz na capital de meu Estado, apressei-me em querer vê-lo: sou apaixonadíssimo pela cultura cigana e, como tal, ansiava por uma abordagem essencialmente brasileira de suas tradições. Entretanto, não esperava que o filme fosse extraordinário. Ledo engano: o filme é esplêndido, entulhado de imagens e sons deslumbrantes e montado de uma maneira que espaço e tempo obedeciam a uma lógica deveras particular. Realismo mágico de primeiríssima qualidade!

Aproveitei o inebriamento decorrente para enfrentar a minha típica fobia associada aos dias de domingo: sentia-me sozinho durante a excelente programação da Mostra, algo que sói acontecer a cada edição anual, mas, aos poucos, amigos começaram a chegar, um deles automobilizado e disposto a participar do debate sobre ditadura militar e resistência política que aconteceu ao final da sessão do documentário “Setenta” (2013, de Emília Silveira). Entusiasmei-me e interagi de maneira polemizante...

Terminado o debate, fui deixado na esquina de minha rua, mas, em vez de vir para casa, aportei numa residência onde poderia gozar de afagos genitais, que, de fato, ocorreram. Foi ótimo! Queria poder participar de outras sessões da Mostra, mas o treinamento para um vindouro trabalho me ocupa...

Não me sinto mais sozinho!
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On December 01 2014 at Sergipe, Brazil 683 Views





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