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“UMA CANÇÃO DE ‘OBRIGADO AO AMOR, NÃO À REPRESSÃO’”

Não queria me render a uma estatística senso-comunal, mas, de fato, é impressionante a quantidade de artistas célebres que faleceram em 2014. Até o momento, só para citar alguns ótimos diretores, morreram o húngaro Miklós Jancsó (em 31 de janeiro, aos 92 anos de idade), Eduardo Coutinho (em 2 de fevereiro, aos 80 anos, esfaqueado pelo filho esquizofrênico) e o norte-americano Paul Mazursky (em 30 de junho, aos 84 anos). Anteontem foi a vez de Mike Nichols (1931-2014), exímio perscrutador das relações humanas, em relação a quem estou programando uma homenagem vindoura, em conjunto com alguns amigos.

A notícia consoladora em relação a este sobejo de falecimentos é que os corpos dos artistas perecem, mas não a genialidade demonstrada por eles quando estiveram na Terra, de maneira que, aproveitando o ensejo imortalizante, iniciei esta manhã de sexta-feira com o ótimo curta-metragem “Guernica” (1950, co-dirigido por Robert Hessens), cujo diretor também faleceu este ano, o magistral Alain Resnais (1922- 2014), aos 91 anos de idade. Sua obsessão temática: a memória.

No filme, a atriz María Casares lê um comovente poema sobre o enfrentamento da morte, sendo as suas palavras sobrepostas a desenhos e telas do artista Pablo Picasso (1881-1973), cujo enorme afresco em preto-e-branco, homônimo ao filme, retrata pungentemente os horrores da Guerra Civil Espanhola (1936-1939).

E a História segue: quem vive – e ama – é lembrado!
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On November 21 2014 at Sergipe, Brazil 29 Views



Avatar alexandre2000

Alexandre2000 On 21/11/2014

' Quem vive – e ama – é lembrado! '
Verdade !





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