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A SUMA EPIFANIA (FELICIDADE PARA ALÉM DO INSTANTE):

Há mais ou menos dez anos, tive o privilégio extremo de ver “Mouchette, a Virgem Possuída” (1967, de Robert Bresson) no cinema. À época, por mais que eu tenha reconhecido a magnificência do filme, saí incomodado da sessão. O motivo: não soube como reagir à peregrinação trágica da protagonista, que, de pancada em pancada, esbarra no suicídio como única opção para transpassar as infindáveis humilhações de seu dia-a-dia...

Sublimemente interpretada por Nadine Nortier – que sequer é atriz – a protagonista deste filme experimenta, ao longo de toda a projeção, apenas dois breves instantes de júbilo: quando brinca no autopista de um parque de diversões; e quando acredita experimentar a ternura no momento em que é estuprada por um solitário caçador. No restante do tempo, ela é escorraçada por todos que a rodeiam, com exceção da mãe tuberculosa, prestes a morrer. Pode haver exortação religiosa num filme como estes? Em minha opinião de crente, a resposta é um vigoroso sim!

Cercado por meus companheiros do grupo de estudos sobre cinema que freqüento aos sábados, revi esta obra-prima na tarde de ontem e, caramba, não fui o mesmo após a sessão: eu gemia de gozo, de satisfação, de identificação, de encanto, de angústia, de felicidade! Por mais insensatas e/ou cruéis que possam ser as atitudes dos seres humanos, há um Deus que os redime!

É nisto que creio, é por isso que eu sigo em frente...
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On November 23 2014 at Sergipe, Brazil 60 Views





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