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“QUERIA ACREDITAR EM DEUS, PARA QUE ELE ZELASSE POR TI!”

Ainda estou sob efeito do filme que revi na tarde de ontem, o impecável “Gertrud” (1964, de Carl Theodor Dreyer), obra-prima sobre a idealização do amor e a sua inalcançabilidade, em que a protagonista-título, num diálogo com um dos homens que ama (e com quem me identifiquei), atreve-se a concordar que acredita apenas “nos prazeres da carne e na solidão irremediável da alma”. As lágrimas surgiram em meu rosto neste instante!

Se, por um lado, cada filigrana do filme arrebatava-me e fazia com que eu pensasse em minha delicada situação romântica hodierna, por outro, eu constatava que não estava só durante este arrebatamento: os meus companheiros de sessão também estavam em transe, extáticos diante da beleza iridescente do que era exibido. A brancura extrema de cada plano (marca registrada do diretor) emulava a sua crença soberana na concepção da Graça, perspectiva religiosa que abunda em toda a filmografia dreyeriana. Tremia de gozo: é um filme esplêndido!

Tão logo liguei o meu telefone celular ao final da sessão, recebi um SMS do rapaz apaixonante que me tratara com desdém na noite anterior. Ele estava ciente de que agira incorretamente, me enviava palavras de afeto, dizendo que estava em sua cidade-natal, experimentando boas sensações em família. Fiquei contente por ele, desejoso de que este bem-estar se mantenha, para que ele não mais recorra a agressões desnecessárias quando estiver ao meu lado...

O amor redime!
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On August 17 2014 at Sergipe, Brazil 61 Views





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