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“AMOR SIGNIFICA DOR, MUITA DOR!”

Apesar das aparências, não havia sido esmurrado quando esta fotografia foi tirada, há um mês e meio. Porém, ela é ideal para representar o meu estado de espírito (e quiçá também físico) neste exato momento: na noite de ontem, tive uma briga violenta com um rapaz que amo. O motivo: a opção dele em preferir o ódio, sem qualquer motivo justificado. Apenas esbravejava palavras duras, agressivas em seu paroxismo, desprovidas de significado. O que interessava era o potencial destrutivo que elas acarretavam, e não o que significavam... Pena!

Não por acaso, o filme que vi horas antes me preparara para isto: “Minhas Noites São Mais Belas que Seus Dias” (1989), dirigido pelo polonês Andrzej Zulawski, um de meus cineastas favoritos. Em sua obsessão fervorosa pela epilepsia dos embates amorosos, ele escalou a sua própria esposa – a belíssima Sophie Marceau – como protagonista da trama, na qual um programador de computadores que padece de uma doença crônica e mnemonicamente degenerativa envolve-se com uma rapariga que exerce as funções de médium num espetáculo de cabaré...

Na cena genial que contém o apotegma que intitula esta publicação, o casal protagonista está fazendo sexo, descompromissadamente. De repente, ele diz que a ama. Ela se contorce, encolerizada, aos gritos e prantos, exclamando justamente que amor equivale a muita dor. Isso é um problema?

Para mim mesmo, respondo agora: não, não é!
É conseqüência, é processo...
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On August 05 2014 at Sergipe, Brazil 68 Views



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Mirous On 05/08/2014

Pode até ser Wesley, mas como dizia o poeta, a vida só se dá pra quem se deu, pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu. Fica bem amigo!





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