“É realmente tendo em mente a temática da iniciação que melhor poderemos compreender essas espantosas manifestações tribais que vão retomando força e vigor em todos os terrenos. Da multiplicação dos grupos de “fãs” de cantores ou desportistas epônimos ao inegável sucesso das diversas formas de maçonaria, sem esquecer todos os grupos informais que desenvolvem em diversos terrenos a expressão da solidariedades específicas, é longa a lista dos ressurgimentos comunitários nos quais a exaltação da pessoa passa pela celebração do grupo e de suas qualidades. A autobiografia, o fim da distinção público/privado, a subjetividade de massa, a iniciação, tudo isso diz novamente de uma relação com o outro baseada não mais na distinção, mas na interpenetração das consciências, num forte sentimento de pertencimento”
Michel Maffesoli, sobre o CBCC.
MAFFESOLI, M. O ritmo da vida: variações sobre o imaginário pós-moderno.Rio de Janeiro: Record, 2007, pp.138-139
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