12/19/07
"Desejo é vontade de consumir. Absorver, devorar, ingerir e digerir - aniquilar. O desejo não precisa ser instigado por nada mais do que a presença da alteridade. Essa presença é desde sempre uma afronta e uma humilhação. O desejo é o ímpeto de vingar a afronta e evitar a humilhação. É uma compulsão a preencher a lacuna que separa da alteridade, na medida em que esta acena e repele, em que seduz com a promessa do inexplorado e irrita por sua obstinada e evasica diferença. O desejo é um impuslo que incita a despir a alteridade dessa diferença; portanto, a desempoderá-la. Provar, explorar, tornar familiar e domesticar. Disso a alteridade emergiria com o ferrão da tentação arrancado e partido - quero dizer, se sobrevivesse ao tratamento. Mas são grandes as chances de que, nesse processo, suas sobras indigestas caiam do reino dos produtos de consumo para o dos refugos.
(...) É, ao que parece, como forçar o que é estranho a abandonar a alteridade e desfazer-se da carapaça dissecada que se congela na alegria da satisfação, pronta a dissolver-se tão logo se conclua a tarefa. Em sua essência, o desejo é um impulso de destruição. (...) a realização do desejo coincide com a aniquilação de seu objeto (...)."
BAUMAN, Zygmunt. O Amor Líquido. (pp. 23-24)
serio???
eu nao sabia...
a tribo de jah tbm neh?!
hahahahaha
q loucura!
mais eh bacana...
saudades ooooooooow!!!
sumiu
bjuh