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A HISTÓRIA DO SEU BAIRRO (Especial Niterói)


Um pequeno resumo de cada bairro existente aqui no nosso Rio de Janeiro. Saiba um pouco mais sobre ele você também. Em ordem alfabética. Abraços e até...

A pedido de um amigo de fotolog, aqui vai um especial sobre...

Niterói

"O MUNICÍPIO

O município de Niterói ocupa uma área de 131.80 quilômetros quadrados, o que equivale a 0,30% da área total do Estado do Rio de Janeiro. Segundo estimativa do IBGE em 2004, a população da cidade contava com 471.403 habitantes. Era, portanto, a quinta cidade em população e em densidade demográfica no Estado, com 3.504 habitantes por kilômetro quadrado.

Geograficamente, a cidade é dividida em cinqüenta e dois bairros. Para efeito de planejamento político-administrativo, a cidade foi organizada em cinco regiões administrativas subdividas em secretarias regionais.

A HISTÓRIA DA CIDADE

A ALDEIA DE SÃO LOURENÇO

O brasão da cidade de Niterói, presente em sua bandeira, traz três datas gravadas: 1573; 1819 e 1835. A primeira delas remete à data oficial da fundação da cidade; a segunda, à data da elevação da região à condição de Vila, com o nome de Vila Real da Praia Grande; e a terceira à elevação da Vila à condição de cidade.

A data oficial de fundação da cidade de Niterói, estabelecida através da Deliberação n.º 106, de 10 de março de 1909, é 22 de novembro de 1573. É a data que consta do Auto da Posse da Sesmaria. Araribóia teria recebido as terras em atendimento a uma Petição que encaminhara a Mem de Sá. Na verdade, os temiminós; trazidos do norte da capitania de São Tomé para participarem da luta contra os franceses; já estavam estabelecidos aqui desde 1568, no entanto, as lutas que ainda travavam contra os tamoios podem ter impedido a realização da cerimônia de posse.

Niterói é, portanto, a única cidade do Brasil fundada por um índio, o cacique temiminó Araribóia, que em tupi-guarani significa "Cobra da Tempestade". Araribóia foi um personagem importante, tanto para a história de Niterói, quanto para a história do Rio de Janeiro e da colonização portuguesa no Brasil.

Em 1564, a tribo de Araribóia, já devidamente catequizada pelos jesuítas, vem do Espírito Santo, na frota de Estácio de Sá, para combater franceses e tamoios no Rio de Janeiro. Araribóia já havia adotado o nome cristão de Martim Afonso de Souza, em homenagem ao donatário português. Com a vitória sobre os invasores, Mem de Sá, governador geral, achou melhor manter os bravos guerreiros por perto e atendeu à petição de Araribóia, que solicitava umas terras na "Banda d'Além". As terras cedidas iam desde as Barreiras Vermelhas (também conhecida como Praia Vermelha, ficava entre as praias da Boa Viagem e do Gragoatá, sendo soterrada, na década de 1970, para a construção da Via Litorânea) até a região do Maruí ou, como consta na Petição de Araribóia, "ao longo da água salgada, pelo rio acima, caminho do norte e do nordeste uma légua". Araribóia recebeu, também, do rei de Portugal, um traje do próprio uso de sua majestade, Dom Sebastião, o hábito de Cavaleiro da Ordem de Cristo, o posto de Capitão-Mor da Aldeia e uma tença de doze mil-réis anuais.

Em 22 de novembro de 1573 dá-se a posse solene das terras recebidas. A cerimônia de posse, realizada dentro da tradição medieval européia, consistia em receber nas mãos um punhado de terra, pedra, areia e ramos verdes. A Aldeia, chamada de São Lourenço dos Índios, foi instalada no morro de São Lourenço. O morro possibilitava uma ampla visão da baía e o mangue em sua base, hoje completamente aterrado, tornava praticamente impossível uma invasão de surpresa. Uma ermida foi construída e dedicada a São Lourenço.

A Aldeia de São Lourenço contava com a proteção dos jesuítas, que lá encenaram a primeira representação teatral em terras fluminenses, o Mistério de Jesus, mais conhecido como Auto de São Lourenço. Escrito por Anchieta, o Auto é um típico exemplo do teatro jesuítico, com forte caráter pedagógico e doutrinador. Nele, três demônios do folclore indígena, Guaixara, Savarana e Aimbiré, procuram destruir a Aldeia incentivando o pecado, mas são vencidos por São Sebastião e São Lourenço. A alegoria parece indicar que os demônios representariam os franceses e os tupinambás e os santos representariam a cidade do Rio de Janeiro e a Aldeia. Assim, a união entre os temiminós e os portugueses seria o fator que possibilitaria a vitória sobre os inimigos. Além disso, ficava implícito na representação os perigos que traria para a Aldeia o retorno dos antigos costumes pagãos. A salvação seria conseguida através do respeito e observância às práticas cristãs e à direção da Igreja."

Foto: 1949 - Centro - Praça Martin Afonso (Arariboia)

Continua...

Abraços e até...




On July 12 2010 888 Views



Avatar vitorkriok

Vitorkriok On 12/07/2010

Não falei sobre o amor, pq isso é uma verdade que sinto hj e sei que eles tbm sentem.e sempre sentirão, mas quis colocar quando eu não mais estiver aqui!
Ensino sobre o amor, e sei que ambos serão pessoas maravilhosas.
=D hehe


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Vitorkriok On 12/07/2010

Nossa...... adorei cara! Muito rica de detalhes a história de Niterói. Por isso que eu adoro esse município.

"Niterói é, portanto, a única cidade do Brasil fundada por um índio, o cacique temiminó Araribóia, que em tupi-guarani significa "Cobra da Tempestade". Araribóia foi um personagem importante, tanto para a história de Niterói, quanto para a história do Rio de Janeiro e da colonização portuguesa no Brasil."
Tem uma estátua do Araribóia bem em frente as barcas...
Muito show isso!
Gostei muito... e pra quem não conhece ta ai um belo convite praconhecer Niterói.


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Natureco On 12/07/2010

Que legal. Que bom que chegou aqui na minha cidade!!! hehe
Abç
Luiz.





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