Um dia eu volto...
6/14/09
Talvez eu desapareça por uns tempos; talvez não. Talvez eu mude de lugar, mude o cabelo e o estilo. Talvez não. Talvez eu faça um samba, páre de ouvir rock e até vire meio pop; talvez não. Talvez eu aprenda tocar violão; tome chá todas as tardes e café todas as manhãs; talvez não. Talvez eu páre de beber, comece um regime rigoroso e me torne definitivamente adepta ao vegetarianismo; talvez não. Talvez eu conheça pessoas importantes; talvez eu me torne uma delas; talvez não. Talvez eu desapareça por uns tempos; talvez não. Talvez eu queira mudar de rumo, idealizar novas causas; talvez não. Talvez eu vire defensora dos animais, talvez eu seja mais feliz do que pareço ser capaz; talvez não. Talvez eu suma da sua vida como um vento que destrói casas, sonhos e corações; talvez como uma brisa leve que traz paz e tranquilidade. Talvez seja hora de seguir, talvez eu já esteja atrasada e em desalinho com a vida; talvez não. Talvez aconteça alguma coisa; talvez não. Talvez eu viaje; talvez não. Talvez eu desapareça por uns tempos; talvez não. Talvez eu não tenha idéia do meio- termo que talvez (isso) signifique. Talvez isso faça alguma diferença; talvez não. Talvez faça sol. Mas se amanhecer nublado... Não tem problema, eu faço de conta que as nuvens são doces feitos de algodão.
Talvez a vida me surpreenda; talvez não. Talvez eu pinte um arco- íris; talvez não. Talvez eu deva um abraço mas pague só com um sorriso; talvez não. Talvez a vida faça de mim o que quiser, talvez eu faça da vida o que eu quiser; talvez não. Talvez eu desapareça por uns tempos; talvez não. Talvez seja a única maneira de sufocar a saudade e suprir alguma falta; talvez não. Talvez eu te veja feliz; talvez eu não veja. Mas SEJA. E se eu pudesse dar um conselho bem além do filtro solar, eu te aconselharia exatamente a SER. Que vc SEJA feliz, que SEJA confiante, que SEJA apaixonante, que SEJA divertido, que SEJA verdadeiro, que SEJA VOCÊ. SEJA, SEJA, SEJA!
Seja mesmo que não entenda... E tem coisas que vc nunca vai poder entender.
Eu levei tempo para entender que o que a gente sente, ninguém explica, ninguém entende, ninguém define, ninguém aplaude ou inverte. Ninguém mais sente.
O que a gente sente é da gente. Não é de outro, não nasce de alguma vontade e não depende. É frágil, é certeiro; é o subjetivo mais objetivo; é o estável mais inconstante; é o gosto mais delirante e o inverno mais intolerante. É o que eu não sei o que é. Ou melhor, não é.
Talvez eu desapareça por uns tempos; talvez não.
Take care.
"Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase."
Bom... Se é "talvez" e não "quase"... Tá valendo, né? =X