Candidato afinal é invisível
5/10/09
De candidato à conquista do título no início da época, o Benfica acabou reduzido à luta pelo segundo lugar, que dá acesso à pré-eliminatória da Liga dos Campeões, e até esta meta bem real e importante se esfumou ontem ante um adversário de outro campeonato que, esta época, infligiu uma derrota e um empate aos encarnados, portanto impediu-os de somar mais cinco pontos decisivos para os objectivos que, afinal, eram... invisíveis. Foi Quique Flores quem o disse, foi também o técnico espanhol quem teve de ouvir o desagrado dos adeptos no final de um jogo em que bem visível foi a ingenuidade e descoordenação defensiva da equipa, bem como a ausência de um colectivo capaz de "sufocar" os adversários.
As lacunas desta equipa têm também de ser distribuídas, em larga medida, pelo seu treinador. E, reportando apenas ao jogo com o Trofense, é imprescindível destacar vários erros de palmatória de Quique Flores. Primeiro, colocar de início Aimar na esquerda e Di María ao lado de Cardozo deixou a equipa a voar só com a asa direita, perdendo-se também capacidade de desequilíbrio na zona central onde deveria estar o mago argentino. Emendou a mão o técnico que ontem orientou o jogo 200 da sua carreira, devolvendo, aos 25', estes elementos à sua posição de origem e a equipa melhorou a olhos vistos. Mas Quique também errou nas substituições, porque tirou os dois melhores do Benfica - Di María e Urreta - e o médio mais organizador - Carlos Martins - para a entrada de Balboa (quase invisível), Mantorras (sem espaço) e Yebda (entrou?).
Do lado contrário, Tulipa avisou antes do jogo que apostava no espírito de sacrifício dos seus pupilos para tentar pontuar na Luz, única forma de ainda acalentar esperanças de evitar a despromoção. E, contando com um empenho notável e um Hugo Leal com precisão letal, a verdade é que o Trofense foi-se aguentando até... Valdomiro surpreender o regressado Luisão e inaugurar o marcador. Começou assim a festa de perto de um milhar de adeptos que ontem invadiram a Luz, numa enorme demonstração de apoio à sua equipa.
O primeiro golo do Trofense surgiu, curiosamente, durante o melhor período do Benfica, já depois da troca de posição entre Di María e Aimar. Esta mudança estratégica teve como consequência um maior caudal ofensivo dos encarnados, com o jovem camisola 20 a criar sucessivos embaraços pela esquerda e o 10 a abrir a frente de ataque com passes a rasgar. Foi com este esquema que o Benfica não demorou a restabelecer a igualdade - em cinco minutos - e a chegar-se à frente na partida - mais três minutos -, com Cardozo a dar o melhor seguimento a um passe de morte de Aimar e a uma arrancada de Urreta.
Para o segundo tempo, o Trofense entrou com uma alteração táctica que acabou por se revelar decisiva. Tulipa adiantou Paulinho para extremo, recuou Varela para a lateral direita e também Hugo Leal - o pensador de todo o futebol da sua equipa - para o meio-campo mais atrasado. Assim, ganhou alguma segurança na marcação a Di María, velocidade na ala e maior liberdade criativa para o seu 10 que joga com o 14 nas costas. Este mesmo que, em mais um livre, "obrigou" os seus companheiros a empatar a contenda. Feito este a que o Benfica reagiu mais em esforço do que em qualidade. As oportunidades escassearam e os pontos foram pelos ares.
Nem smp td corre cmu nós keremos...mas à k acreditar smp:)
Pode ser, e espero k po ano td seja diferente!!!