5/20/09
Porque é que me dou ao trabalho de escrever por ti, sequer pensar, parar de fazer o que quer que seja que estou a fazer. Porque é que acho que mereces? Porque é que em tanta coisa e tantas vezes me mostras que mereces todas as lágrimas, suspiros, pesadelos? Porque é que estas coisas que, pequenas para ti, me matam por dentro têm chegar até mim? Como foste capaz de pegar em algo que era nosso e dá-lo a outra pessoa? Por mais que eu tenha deixado de ser para ti o que quer que fosse, porque não deixaste aquele passado imortalizado, como eu? Porque é que, depois de eu admirar em ti não o fazeres, o fizeste? Porque é que te permitiste isso quando sabes que isso só abrirá todas as fridas que tens de mim, e que eu tenho de ti?
Mas o que odeio mais, quase tanto como o facto de não te odiar, é odiar-me a mim própria por dar importância a isto. Foste tu que quebraste. Foste tu que lhe deste algo que era meu. Algo que, não sendo material, ficará marcado em mim para sempre, aconteça o que acontecer depois. Porque é que o facto de tu fazeres isso me afecta? Porque é que não te deixo simplesmente sofrer com a minha memória, assim como eu sofro com a tua?
Porque é que eu estou aqui feita parva a confiar isto a sei lá quem...e não consigo simplesmente abrir a tua janela ou marcar o teu número para te dizer, para te perguntar. Para te criticar?
Porque é que, ainda pior, quando estou contigo, esqueço isso tudo? O que é que fazes a mais do que qualquer outra pessoa que apaga nesses momentos todas as minhas revoltas?
Pareço uma criança de 5 anos.