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Mais uma deste que é sem dúvida um dos casais mais charmosos da história do cinema. Claude Jade infelizmente nos deixou no final do ano passado - a modernidade está morrendo meus amigos!
Reproduzo abaixo a postagem do blog do Luiz Carlos Merten sobre Jade:
03.12.06
Claude Jade
por Luiz Carlos Merten, Seção: Cinema, Atualidades às 12:31:27.
Passei aqui no jornal para completar um texto e postar alguma coisa. Já estava indo embora quando Antônio Gonçalves Filho, que navegava na internet, me disse que a Claude Jade morreu na sexta-feira, em Paris, de câncer, aos 58 anos. Claude Jade! Aos 20 anos, ela parecia a mulher mais bela do mundo quando fez Beijos Proibidos, de François Truffaut. Não a bela vamp, mas a bela natural. Meio mundo deve ter querido se casar com Claude, naquela ano que não acaba nunca, 1968. Truffaut colocou-a em mais dois filmes da série com seu alter ego, Antoine Doinel (interpretado por Jean-Pierre Léaud) – Domicilio Conjugal e O Amor em Fuga. Claude Jade filmou com Hitchcock (Topázio), mas na França seu maior sucesso foi Meu Tio Benjamin, uma comédia com Jacques Brel. Não me perguntem por que, mas ela foi morar na Rússia, que ainda era URSS, e fez alguns filmes por lá. De volta à França, foi meio que esquecida pelo cinema, mas virou estrela de TV, alcançando grande popularidade com L’Ile des Trente Cerceuils. Quando se tem 60 anos, 58 parece tão jovem! Acho que é difícil ser cinéfilo sem ter a referência de Claude Jade na memória





On July 05 2007 4 Views



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Egofilia On 28/07/2007

Interessante tua observação! Muito obrigado! Acho o cinema de Kar-Wai um dos mais belos possíveis (embora às vezes um tanto maneirista) em meio a um panorama cultural que a mim tem atraído muito pouco. O mesmo se diga, sem os parênteses, de Balzac e a Costureirinha Chinesa. Já tinha recebido recomendações para assistir ao filme do Jacques Audiard. Ouvi dizer que é muito bonito! Vou vê-lo e depois te conto o que eu achei!
Enfim, não quero propor aqui uma desgastadíssima querela entre os novos e os antigos! Muito desta minha suposta impermeabilidade às novidades cinéfilo-culturais se deve a um temperamento mais respeitoso frente àquilo que se fez do que ao que vem se fazendo. Digamos, ainda, que tal postura também se mistura um pouco com certa desconfiança idiossincrática frente ao contemporâneo. Em vários momentos nutro uma suspeita profunda em relação à relevância estética do que se anda produzindo por aí. Chamem isso de obtusidade ou desatenção - não importa! São minhas impressões apenas.


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Compadrequelemem On 27/07/2007

olhe a poesia de blazac e a professorinha chinesa, os wong kar wai, ou quem sabe de tanto bateu meu coração parou e quem sabe encontre lá um pouco do lirismo perdido do cinema 'novo'


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Egofilia On 15/07/2007

De muito bom gosto tuas preferências, meu compadre! Fico aqui pensando em outros tantos possíveis charmosos casais da tradição cinéfila... Mas deu pra perceber que o horizonte temporal das nossas preferências é parecido! Na minha humílima opinião, o cinema nunca foi tão belo como entre o final dos anos cinquenta e o "inicinho" dos setenta. Aceitando toda a carga de não-receptividade estética que a minha nostalgia desbragada possa propiciar, devo admitir que o cinema de hoje em dia – salvo honrosas exceções – me parece muito pretensioso e sem graça!
Um grande abraço!
Luís Filipe


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Compadrequelemem On 08/07/2007

buenas, eu tenho minhas preferências por romi schineider e yves montand em um homem, uma mulher, uma noite

ou o lindo noites brancas com maria schell e marcelo mastroiani!

mas gostei da escolha!

abraço.






Tag - Amor
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