cantiga de mariposa
8/23/09
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vem zéfiro do avesso mergulha no meu cabelo o tapa estrondoso dos moinhos azuis não me levita pouco teu sangue negro gotejando no dorso das catedrais força de minha força coluna vertical de minha cruz tortura de minha alegria centro sedento da palavra branca venha agora do canto dormente de minha dor vermelha de minha mente lilás que a hora é do deus dentro da carne que eu quero agora esta hora a carne deste deus na minha célula o fogo de entranhas na minha luz beijo de anis pálpebra de pantera colo de barro nos meus quadris erva viva viva viva adocicada no meu signo eclipse de romãs na minha boca apunhalada de ritos teus ritos teus signos de dentro das ruas minando meus gritos com os gritos de tudo que em mim te chama tua pupila tua letra teu vivo pulsante símbolo símbolo símbolo da veia dilacerada meu céu meu inverno minha estrada de améns meu porto de lavas meu cerne meu verme minha alma desesperada suporte supremo minha massa de estrela mascarada tua víscera tua sílaba em mim encarnada além além além do nada tu meu tudo tu meu círculo assustador de fungos tua coroa assim enluarada meu contrário do luto vem que tiro do escuro que minha voz agora nesta terrível hora é a encruzilhada do mundo entidade de minha legião solitária minha orgia meu umbigo estilhaçado no mundo no mundo no mundo meu astro meu vôo teu pouso absurdo duende de partos rubros vem
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vou.