Da série: Os sonhos mais estranhos que já tive
9/23/09
E nessa noite tive um dos sonhos mais estranhos de minha vida. Eu sonhava que olhava a Terra de cima, e não só olhava, pisava nela como quem pisa em um espaço ermo, sem vida. Eu sabia que lá em cima não tinha vida, mas lá embaixo sim. E ficava meio na dúvida como quem se pergunta "eu desço ou espero um cometa me levar daqui?"
E nisso lembrei que meu lugar não era esse. Forcei minha memória e finalmente me lembrei: eu era dona de um planeta, e mais, lá eu era rei de mim. Era um pequenino planeta, onde tinham dois também pequenos vulcões, uma rosa e outrora um baobá.
Dos vulcões e do já extinto baobá eu me lembrava como quem se lembra de coisas corriqueiras, mas da rosa não.
Só de me lembrar de minha rosa deu uma saudade imensa do meu planetinha e agora eu queria pq queria voltar pra lá.
E acordei pensando que raio de sonho era esse, sem nem perceber as referências óbvias que vc que acaso está lendo esse texto e olhou a foto já sacou faz tempo.
Pois é, esse sonho foi totalmente O Pequeno Príncipe, livro do jornalista e aviador Antoine de Saint-Exupéry, livro esse que li quando era criança e na adolescência o redescobri não como um livro de criança e de eternas misses, mas que falava de uma forma lírica e poética das verdades indubitáveis da vida.
E daí caiu a ficha, milhões e milhões de fichas do grande orelhão da pracinha de Itu. Eu sonhei isso pela frase mais famosa desse livro: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas".
Será?
Se isso é verdade verdadeira ou não eu já não sei, mas sei que posso viajar por mundos e galáxias distantes, mas sempre vou me lembrar com carinho de minha rosa.
E é pra ela que eu sempre vou querer voltar.
Amiga, agora que eu vi que vc perguntou o que é chanfle. =D
É tipo a versão original do "nossa!" que o Chapolin fala. ;)
Ou seja... besteira.