Irrompe á atmosfera como navalha,
Que rompe tecidos,
Cose á sublimação, faz dos sentimentos,
Colcha de retalhos, confunde os sentidos.
E são duas as agulhas,
Que como linha, usam as minhas meninas,
Dos olhos, inquilinas duas, da minha visão que embaça,
Que de um negro como a noite,
Esvaem-se, degradando funebremente, tom a tom,
Alvura que irrompe á íris,
Que rompe a retina,
E cose sintetizando as cores, ao branco,
Uniforme agora.
E são duas as agulhas, forjadas á distância, ambas,
Porém, uma usa o inevitável como linha,
A outra, a razão.
E integralmente albino,
O globo ocular agora rompe a órbita,
Em coma,
Até que linhas e agulhas,
Satisfaçam sua necessidade ótica,
Como de sangue a navalha,
E finalizem a malha.
On July 17 2007
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