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8/23/08
Henrique estava no ônibus - Acho que passou a maior parte da vida dentro de ônibus – quando ela entrou, uma gostosura só – ele já a havia visto algumas vezes. Ela sentou-se no banco simétrico, à esquerda. Ele lia Oscar Wilde – O Retrato de Dorian Gray, eu acho – e ela não parava de olhar. Henrique percebeu isso e olhou pra ela, que desviou o olhar rapidamente, sem nenhuma descrição.
Ok – pensou.
Fechou o livro e sentou-se ao lado dela. Não disse nada por um tempo, apenas fitava o decote dela de quando em vez.
_ Oi.
_ Oi. – Ela tinha uma bela voz de puta nova; parecia ter uns 20 aninhos.
_ Reparei seu interesse no meu livro. Gosta do Oscar?
_ Já li uma coisa ou outra...
_ Gosta?
_ Um pouco.
_ Meu nome é Henrique.
_ Prazer. Fernanda.
_ Era o nome da minha avó.
_ Hum...
_ Que mais, gosta de ler?
_ Ah... Muita coisa!! Byron, Bukowsi...
Devassa! – pensou.
_ Fascinante! Escuta, não gostaria de ir até minha casa e beber um pouco?
_ Não.
_ Certo. Quer sair, então? Vamos a um café, sei lá...
_ Talvez.
_ Não dificulte as coisas. Vamos! Vai ser divertido.
_ Ta.
Mais tarde, estavam num lugar chamado “Casa Café”. Tinha um forte odor de nicotina, e aquele ar “cult”, pra lá de escroto. Jovens listrados pitando seus cafés com creme, tragando seus Lucky Strikes e lendo Dostoievski...
Henrique pegou uma cerveja importada e Fernanda um capuccino. Sentaram-se próximo a um jovem casal que provavelmente estava tendo um papo pra lá de “cult”. Mas não pareciam muita coisa. Na verdade eram pseudo-intelectuais, como a maioria ali. Ele citava trechos de “O Banquete” com ar de sabido, à medida que ela se mostrava assaz deslumbrada. Não ficaram muito tempo. O telefone dela tocou e ela atendeu, pareceu um tanto indignada; e teve que ir embora. Parece que o garotão ia ter que se contentar batendo punhetas com aquelas revistas pornográficas cujas páginas estariam quase todas coladas de tanta porra.
Não demorou muito e o nosso casal também resolveu ir. Conversaram um pouco sobre música; espantosamente, ela também ama Peter Hammil - o favorito de Henrique. Caçoaram um pouco do punheteiro e logo ficaram chateados, em silêncio por alguns minutos.
_ Meu convite ainda está de pé – disse Henrique.
_ Ok.
Entraram. Henrique pegou duas cervejas na geladeira e sentou-se ao sofá. Nada falaram durante um tempo. Ele limitou-se a beber e reparar em cada detalhe do corpo dela, feito um tarado – ela não pareceu se incomodar.
_ Então, o que faz além de atacar mocinhas nos ônibus?
Ele se levantou e colocou “Oratório de Judith” pra tocar. Não gosta muito quando o assunto é ele mesmo.
_ Leciono – respondeu. E você?
_ Mesmo? Muito bacana. Dá aulas de quê?
_ Literaturas. O que você faz?
_ Eu pinto – também não se interessava em falar de si mesma.
_ Além de pintar, o que faz?
_ Como assim? Não sei... Acho que nada.
_ Hum... Já sei uma coisa que você faz, e muito bem, acredito.
_ É? O que?
_ Trepa. Aposto que é uma foda excelente.
Ela tentou parecer irritada, mas acabou deixando escapar um sorriso, o que foi a deixa para ele partir pro ataque. Esticou os braços e a agarrou, beijando-lhe a boca de uma forma deveras obscena. Enfiou a mão por dentro da saia dela e começou a acariciar a xoxota suavemente. Teve uma ereção e levou a mão dela até seu pau.
Pôs-se a arrancar a camiseta dela – e ela tinha os peitos mais deliciosos que vira na vida: nem tão grandes, nem tão pequenos; durinhos; com as auréolas rosadas; poucas sardas, a verdadeira imagem da perfeição. Passou a acariciá-los e, em seguida, a chupá-los com muito gosto. Retirou a saia dela, a calcinha, e caiu de boca naquela xoxota pelada. Ela gemia e se contorcia. Nunca chupara uma xoxota com tanto afinco. Até que ela soltou um forte gemido, como se estivesse implorando para que ele a fodesse. E foi o que ele fez. Montou nela e meteu...
Dormiram.
Pela manhã, Fernanda já havia saído quando Henrique acordou. Deixou um bilhete, que dizia:
“Gostei muito de conhecê-lo!
Obrigada pela noite maravilhosa.
Tive que ir, mas mais tarde eu te ligo.
Bjos,
Nanda.”.
Ele sorriu, comeu um biscoito e voltou a dormir.

Guestbook Comments (5)

"Ele sorriu, comeu um biscoito e voltou a dormir."

uhauhauhauhaahuahua

que rafael mais obsceno.

UAHuHHAuhAH CARALHO! E isso pode aqui?



Obs: Foi FODA!

:O

que rafael mais obsceno.[2]

não me mande morrer ò.ó
puto de uma figa!

que rafael mais obsceno.[3]

o que difere isso de um conto porno é...
o desenvolvimento das personagens, é, é isso
de resto, é porno s
e eu podia bem bater uma punheta gostosa lendo isso
só n faço porque estou acompanhado :D
e tá na hora de usar a companhia, fui

é só roubaar -.-
eu roubeei :B


OBSCENO!

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