9/19/08
primeiro, foi a postagem da marina que me deu vontade de escrever, então está meio relacionado... é...se quiserem saber, vão lá nos meus favoritos e vão em "lobz"
não temos ninguêm a quem seguir na vida. temos de fazer tudo por nós mesmo. decidir por nós mesmos... poderiamos fazer o que quiséssemos se a nossa vida dependesse só de nós. ao invês de fazer física eu gostaria de aprender tudo sozinho e talvez rodar o mundo andando, talvez até como um maltrapilho. mas eu preciso de uma plano de saúde pra quando eu fique doente, haverá pessoas que denpenderão de mim, então pra manter algo confortável para elas, preciso me formar e ganhar um pouco de dinheiro de algum modo. isso pode ser uma grande perda da minha vida, mas equilibrando as coisas me é mais importante. no final, quando estou sozinho, eu noto como eu estou realmente sozinho na existência (principalmente quando estou na rua, sinto um ventinho frio no ouvido, a ponto de escuta-lo; nessas horas eu tanto sinto que a vida é só minha e minha vida é só pra mim; nessas situações em diferentes ocasiões sinto tanto prazer na ironia de viver em sociedade, e de ter me preocupado tanto com o que os outros pensam, quanto outras vezes sinto uma grande solidão ao saber que vivo só por mim.
tenho amigos, é verdade. eu amo pessoas. todas elas estão solitárias em suas vidas e suas mentes, mas todas são parecidas comigo. e compartilhamos além de interesses em comum, compartilhamos uma existência solitária na qual não sabemos os motivos para existência. e vamos vivendo, até chegar um dia, morrermos. durante a vida vamos parar e pensar o que queremos fazer no momento, o que queremos fazer no futuro, e pensaremos na hora da morte se vivemos uma vida e se valeu a pena viver tanto tempo se importando em viver. não sei qual vale mais, viver o rpesente se divertindo, viver o futuro, ou viver o presente se divertindo com coisas menos intensas, mas mais duradouras do que simplesmente ir e se drogar e se divertir por uns poucos momentos (não sei se drogas são divertidas realmente, mas é o que imagino, que seja algo intenso, mas que nada traga de útil depois da sensação mucho wabbawabba).
talvez no final a vida não seja realmente solitária, você pode se abrir completamente com alguem. mas sua vida somente você vai viver e saber, então é uma solidão existêncial.
bem, vivendo por sí e para sí. estou numa fase da vida que não sou nem criança, nem adulto (aquele adulto que sabe viver e rebolar entre carros e burocracias, sobrevivendo por aí), e meus amigos tambem não são nem um nem outro. você não aceita mais as respostas que seus pais dão. mas ainda não sabe o que quer para viver decidido como um míssil seguidor. muitos estão simplesmente confusos com o que querem. e você sempre vê aquelas pessoas da tevê, sabendo resolutamente o que querem. e pensa que essa resolução vem naturalmente. atualmente acho que não vem tão naturalmente. felizmente tem internet, pdoemos conhecer um pouco sobre o mundo lá fora como é. quando eu estava no colégio eu vivia enfadado, achando que todfa a existência possível era aquela naquele momento, e que nada mais entusiasmante apareceria. então, acabavam as aulas, todos saiam correndo para suas casas, eu voltava, às vezes caminhando e observando. tudo o que me lembro daquela época (além dos recreios [eu sei que a maioria prefere chamar de intervalo, á mais adulto] que eu ficava completamente sem coisas para fazer, a não ser andar vagando pelo colégio) é do período sacal que eu vivia no colégio. acho que eu não saía muito, afinal, não tinha nada que me atraísse. mas passei na faculdade, e então conheci mais do mundo (a usp), mais pessoas, e vi como é divertido. talvez mais felicidades estejam lá fora. um intercâmbio parece ser muito interessante. mas isso quando eu ficar enfadado daqui.
sabem, uma curiosidade, como "recompensa" pra quem leu isto (só por colocar aqui, nada mais); juan e victor fazem maior estardalhaço em torno do ovo do bandejão. lá vamos nós comer o dito ovo. o ovo veio com uma água suja. bem, o ovo até que é gostosinho (como toda comida média do bandejão), mas o ovo no meu caso estava meio crocante...o que não é muito normal quando é ovo mexido.
não era um torrão de sal não dissolvido na água, pois não era salgado o gosto. eu pelo menos não preciso mais me preocupar por um mês em tomar leite pra ter cálcio suficiente.
obs:e pra quê ter sentimento de querer ser alguem grande na vida? isso é apenas ego. no máximo deveriamos querer algo cuja conseqüencia é ser grande. eu quero ser o mais inteligente. mas isso é pelo ego. o que eu quero que não envolve meu ego é poder criar engenhos matutos que sejam divertidos de construir e/ou úteis para a sociedade, e aprender sobre o universo. não preciso ser o melhor nisso, somente vou me divertir fazendo isso.
Meu, você vai ficar meu autor de (f || b)log favorito. Você diz umas coisas interessantes que fazem muito sentido e consegue explicitar toda a extensão do pensamento. Quando eu crescer, quero escrever que nem você :D
Acho que é importante você olhar pra trás e se orgulhar do seu passado. É algo que te dá forças. Mas mais importante ainda é se orgulhar do presente. Não estou falando de ser grande, rico ou famoso, mas de fazer coisas legais, de investir no que você gosta e no que você acredita, de tomar as decisões certas de vez em quando, e de poder pensar coisas como "se eu me conhecesse, eu poderia ser meu amigo."
obs.: tenho mêdo do que se come no bandejão...