10/26/09
Até que chega um dia em que você se pergunta: já é hora de parar? Tanto tempo, sempre envolvido nas mesmas coisas. Tudo cansa. O blá-blá-blá, as mudanças repentinas, as decisões precipitadas, os amores para sempre até semana que vem. Musiquinhas, lezeirinhas, e tantas inhas que as vezes parecem não ter objetivo.
Até que chega o dia em que você descobre que sua vida não faz mais sentido sem essas coisas. Aí você descobre que a dualidade de oposições que existe na alma é normal, que o ser humano é mesmo contraditório, mas quando se mantém o equilíbrio tudo se torna claro. Aí o amor se revela. Devagarzinho. Chega manso, queimando suave, cheirando a sorriso, deleitando a alma. Simples. Tão simples, mas tão simples, que o mundo lá fora não consegue ver. Mas quem disse que tudo precisa ser exposto? Parece que Deus se esconde só pra gente ter o prazer de encontrá-lo. É, literalmente, um pai brincando de esconde-esconde com o filho entre as árvores de uma grande floresta.
Eu te amo Deus. Obrigado por se lembrar de mim. É isso. Quero consumir o meu corpo, a minha voz, as minhas lágrimas, a minha juventude, as minhas opções, os meus sonhos e planos, toda a minha vida, porque eu entendi o que de fato significa ser Igreja. Eu provei do Amor.