Loucuras de Amor
12/21/09
Esses dias alguém me perguntou no formspring a maior loucura de amor que já fiz.
De cara lembrei do meu namorinho a distância em que eu saia de madrugada chovendo ou nevando pra falar com minha amada. Eu tinha 16. Foi quase 1,5 ano gastando dinheiro com muita ligação, muita cartinha e encomenda, muita madrugada na internet, muitos planos pra se ver, muitos planos “pra quando a gente tiver dinheiro”. Eu era apenas uma vestibulanda, ela chegou a tentar bolsa de um mestrado que ela nem queria fazer só pra ter dinheiro pra me ver. Passou.
Mas depois fiquei pensando e lembrei de cada um dos meus amores.
Meu primeiro amor, eu tinha 13 anos e durou até meados dos 15. Não, não chegamos a namorar. Éramos melhores amigas e pra extravasar o sentimento eu inventei uma história louca de um cara que era a fim dela e que se tornou apaixonado. E que gostava muito dela e blábláblá... vocês já entenderam o final da história. Um dia contei pra ela que eu era do ramo... ela infelizmente não era... não sei se ela ligou a fantasia à realidade, mas depois que contei de mim, acho que nunca mais falei do tal menino.
Com quase 20 eu cai de amores por uma outra amiga hétero, mas devido às circunstâncias ela nunca soube da minha boca que eu a amava. Mentira. Algumas vezes aleatórias disse sim, mas em momentos de amizade total. Porém eu demonstrava de várias maneiras. Pra ela eu limpava, passava, engraxava (literalmente), ajudava ela nas tarefas, fazia massagem, deixava mil recadinhos de amor, carinho, motivação, piadinhas. Uma vez perguntei se ela casaria comigo, ela disse que sim, afinal morávamos juntas quase 2 anos, eu tinha certa curiosidade. Quando sai de lá, ela tinha acabado de aceitar um pedido de casamento e já tava com anel de noivado e tudo. Dei conselhos pra que ela realmente pensasse se valia a pena casar tão nova, ela era bonita, tinha um futuro brilhante, um salário ótimo. Na noite em que sai, ela me deu o antigo anel de namoro. Aquilo sempre me intrigou um pouco. Será que ela sabia que eu realmente a amava? Há um tempinho atrás ela veio dizer que juntou uma caixinha com boas recordações daquela época e falou que mais da metade eram coisinhas que eu deixava pra ela. Fiquei feliz em saber que fui importante! Hoje ela está casada. O sentimento durou pouco tempo depois de eu sair e cair na noitada carioca, com 21.
Com quase 22 aconteceu mais uma vez de eu cair num amor platônico. E mais uma vez não me contive e passei a transbordar todo o sentimento, agora pela internet, MSN, Orkut, Twitter e principalmente aqui pelo Fotolog. E todo post, toda poesia, toda música passou a ser uma forma de extravasar o sentimento. Eu podia até contar histórias do dia a dia, acontecimentos, agonias estudantis, podia falar de meninas que eu conhecia, mas em quase todos eu dava um jeito de fazer uma metáfora relacionada a ela, ou botava um trechinho de música que tinha a ver com o que eu realmente sentia, talvez numa tentativa desesperada de lhe chamar a atenção. Fora as vezes que eu realmente postava uma simples mensagem de amor ou minha frustração em relação à não correspondência. Agora não era preciso inventar histórias de meninos apaixonados, nem prestar “serviços” básicos, ela era do ramo. Tinha tudo pra ser, mas como não era eu tinha que transbordar e virtualmente foi a maneira que encontrei.
Talvez a identidade romântica da Bruna com 13 pra Bruna com 24 não tenha mudado muito, em vez de amadurecer 11 anos, acho que amadureci apenas uns 11 dias. É claro que com o tempo a gente cresce, cria defesas, tenta evitar certos contatos, mas a essência “eu não escondo o que sinto por você” continua igual até hoje.
Fica a dúvida se elas realmente souberam o real significado das minhas atitudes e palavras e se sabiam se elas realmente eram as destinatárias. Sinceramente? Espero que sim!
É isso, fazia tempo que eu não escrevia tanto!
Foto: em ritmo de Natal!
Toda serelepe depois de tanto leitoso rs
amores amores,
sofrimento com eles, pior sem eles
beijoooooooooos