IV
9/23/09
Corpo caído, olhos fechados. Tudo estava quieto. A pilha do relógio acabara a pouco... o tempo parou. Não podia ser tão normal assim. Desligado do mundo, da sociedade, do espaço e do tempo, estava imóvel. Nenhuma reação. Uma pedra. Sono profundo. Dentro desse desencontro com tudo, eu buscava me encontrar dentro de mim mesmo. Não estava tudo tão quieto ou tão parado assim. A mente nunca para de trabalhar. Sempre está articulando algo. Existiam muitas cores, muitos reflexos, tudo muito vivo. Tudo muito mais do que a gente encherga, pelo lado de fora. Meu corpo, uma máquina. Milhares de reações ocorriam. Cores, fogo, pó, flashes, lua, sol, medo, coragem são apenas poucos exemplos das muitas loucuras que passavam dentro de mim. Cheiros, sons, gostos. Tudo guardado. Podia ter tudo o que queria na hora que eu quisesse.
Droga! Imaginação.
Ao longo do tempo, olhos cansados.
Cada um para um lado, o tempo passou.
Érick Rúbens Oliveira Cobalchini
pera aí, o elefante ta flutuando em bolas de sabão?
ahhh tbm quero =X