close

Member Login

Please log in to cast your vote for bodhidarma.

Forgot your password?

Bodhidarma e a suprema experiência desta vida.

bodhidarma

Michael Wiling Plapler, nascido no dia 15 de Agosto de 1982. Estudante universitário, leonino, … More

Recent Photos

10/24/09
8/3/09
5/31/09
4/25/09
3/28/09
3/15/09
RSSRSS
What a wonderful world!
Permalink | Share: Email Facebook Other

What a wonderful world!

10/24/09
Olá a todos,

Estou regressando do limbo literário para comentar acontecimentos que me chamaram muito a atenção. Pela 1a vez em um bom tempo, pude acompanhar dois milagres (assim como eu os entendo) no noticiário televisivo. E olhe que não estou me referindo ao Rio ter sido escolhido como sede dos Jogos Olímpicos...

Um assassino andou pela Green Mile e voltou para contar à história e um bebê sobreviveu ao desleixo de sua mãe e subsequente queda, seguida por atropelamento nos trilhos do metrô saindo ileso! O condenado passou 3 horas assistindo a uma equipe de médicos tentar aplicar por 18 vezes a injeção letal em suas veias desaparecidas. Deixo os temas registrados porque futuramente pretendo falar com mais detalhes sobre isso. Pretendo ainda discorrer sobre dois outros: um cara inspirador chamado Dean Karnazes e o uso deturpado do termo “humanizar”.

Hoje, obviamente não há como deixar de fazer menção à guerra na nossa “cidade maravilhosa”, ÚNICO LUGAR NO MUNDO onde a polícia militar e os traficantes se enfrentam abertamente, em qualquer via pública a qualquer hora do dia, armados com fuzis, tanques blindados e artilharia anti-aérea; onde os repórteres precisam trabalhar de joelhos, com coletes à prova de balas, desviando dos inúmeros curiosos e dos abutres que se reúnem em torno de qualquer desgraça urbana e dos coitados miseráveis que recolhem cápsulas deflagradas para vender e trocar por “comida” (Isso te parece uma atitude desesperada para alimentar os filhos ou um ato desesperado de um viciado em crack?).

Os PS da cidade atendem pacientes com estilhaços de granada; escavadeiras arrastam barricadas e ônibus são sistematicamente incendiados pelos “trabalhadores” locais; helicópteros com atiradores de elite dão rasantes e são alvejados (e abatidos) por balas traçantes, mas tudo são apenas ocorrências policiais corriqueiras!

Quanto falta para alguém declarar que isso é uma guerra aberta? O que é que falta? Será que são os mísseis e o napalm? Talvez a camuflagem ou os capacetes com símbolos de naipes do baralho? Talvez a selva, o fundo musical rock and roll e aquele pôr do sol para dar um efeito mais “brothers in arms” hollywoodiano? Quem sabe...

Eu acho que falta apenas honestidade.

Tudo foi só mais um passo, outro marco da nossa falência institucional e individual generalizada. Senhoras e senhores, otimistas inverterados e pseudo-sociólogos – uma novidade para vocês: a sociedade faliu porque o indivíduo faliu e não o contrário!

O policial de ontem é o bandido de hoje: faz acordos e recebe propina; vende drogas, armas e está completamente assimilado pela tão propagada e valorizada cultura da favela (Desculpem! Da comunidade – pronunciar a palavra favela é tão criminoso quanto matar, tão ofensivo e incômodo quanto as verdades óbvias, tipo identificar um sujeito preto como preto ou sodomita como viado!). Os homens da lei tornaram-se precisamente aquilo que deveriam supostamente combater. Pessoas com autoridade, poderes e direitos acima do cidadão comum e que usam do mesmo para coagi-lo ou pior.

Já vimos latrocínios, estupros, seqüestros, desaparecimento de evidências; vimos fuzilarias inadvertidas contra mãe e filhos rendidos, vimos omissão e roubo descarado pura e simplesmente! O que supostamente se faz quando o policial liberta o agressor miserável e retorna com o seu par de tênis roubado enquanto você agoniza baleado? Processa o estado?

O bandido virou um terrorista mas ao menos continua bandido. De fato, está tentando se tornar apenas comerciante e vai conseguir! Tudo com a ajuda dos artistas viciados (Ooops, desculpe! Dependentes químicos), dos universitários maconheiros e de outros apologistas das drogas. Com a discriminalização tudo se resolve porque simplesmente mudamos os conceitos! Que solução abstrata e maravilhosa!

Já as vítimas de ontém (infelizmente, nós mesmos) continuamos cegamente estimulados na cultura da passividade e da não-reação. Vamos nos transformando em números, multiplicando exponencialmente as baixas que somos, virando alimento para a única leitura popular: manchetes sangrentas, sempre com uma enorme “gata” da vez (com muito mais espaço e destaque) em trajes menores ou sem eles, chupando um pirulito ou fazendo caras e bocas para vender o jornal ao preço de uma moedinha. Que máquina perfeita e azeitada!

Está difícil assimilar que foi o poder público o alvejado? Ele pegou fogo e explodiu em chamas no pátio de uma vila olímpica medíocre! Precisamos somente identificar e reconhecer que a vítima esperança, tão resistente, morreu carbonizada no acidente.

Do jeito que estamos, o slogan propagandeando os jogos terá que ser “Rio: cidade pára-olímpica”, vítima de uma bala perdida no morro dos macacos ou "Rio 2016, Armageddon 2012".

Incrível como tudo isso não tem mais o poder de me chocar. Quer mais? Então aperte o botão da sua tv e deixe os demagogos te entorpecerem na hora do almoço ou acesse qualquer veículo de (des)informação disponível.

Guestbook Comments (2)

Na foto: Rio dois mil e sempre!

"O que supostamente se faz quando o policial liberta o agressor miserável e retorna com o seu par de tênis roubado enquanto você agoniza baleado? Processa o estado?"

Bom, volta dos mortos e mata todos com requintes de crueldade, acompanhado de Charles Bronson!

Cara, concordo com quase tudo, em especial o papel dos maconheiros e outros drogadinhos que glorificam a bandidagem até que esta bata a sua porta para outra coisa que não seja entregar o bagulho...

Ah. E que tal vc descontar sua revolta berrando umas letras de rock no calabouço ao som da Fire Woman? Esse sábado tem FW no calabouço, na Felipe Camarão, Tijuca!
bjundis
Trevas

To leave a comment, please log in by clicking one of the following


or join Fotolog now - it's free!
Connect
(for comments only) or join Fotolog now - it's free!