“'Se você não gosta de La Bayadère, você não gosta de ballet'. Clive Barnes estava falando em relação ao único ato, the Kingdom of the Shades, o qual era, na época, tudo que o Oeste conhecia desta obra de Petipa: mas ele está identificando a razão pela qual 'Bayadère' ainda nos emociona hoje, 120 após sua estréia em São Petersburgo, quando dúzias de outros ballets com igualmente 'exótica' ambiência, enredos intrincados e inconfundível música há muito foram esquecidos. É a coreografia, e as oportunidades que ela oferece para grandiosas performances, que faz o ballet viver.
Bayadère acontece na India (muito popular na época, graças a um tour bem documentado do Príncipe de Gales!). O enredo é normalmente descrito como complicado e ridiculo, mas é na verdade uma variação razoavelmente simples de 'A e B se amam, mas são respectivamente amados por C e D, que conspiram para destruí-los'. Aqui A e B são Nikiya, uma bailarina do templo (uma bayadère) e Solor, um guerreiro principesco; enquanto C e D são o High Brahmin, o sacerdote do templo de Nikiya, e Gamzatti, a filha do Rajah. Em suma, Gamzatti mata Nikiya para se casar com Solor; Solor, desesperado, sonha com o espírito de Nikiya no Kingdom of the Shades; e quando é forçado a se casar com Gamzatti, os deuses destroem o templo e todos dentro dele. Os espíritos de Solor e Nikiya, claro, se reencontram numa apoteose.
Ninguém clamaria que Minkus, Compositor de Ballet do Imperial Theatres, escreveu grandes musicas. Mas este não era seu trabalho: ele estava lá para prover belas notas e ritmos fortes como um aprazível e apropriado acompanhamento à ação do palco, e foi exatamente isso que ele fez.
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Então estava Clive Barnes certo? Para mim, sim: Kingdom of the Shades é uma das glórias coreograficas do mundo, e eu não vejo ninguém que tenha algum sentimento pelo ballet clássico que poderia não amá-lo. O enredo é inteiramente esquecido em favor de pura dança, começando com a famosa entrada das Shades (32 originalmente), que emergem uma após a outra e enfileram-se pelo palco numa longa, longa série de arabesques – um efeito quase hipnótico. Para o corpo de baile deve ser um pesadelo, mas para o espectador é inesquecivelmente belo. Então há os maravilhosos solos para três das Shades, e o pas de deux de Nikiya e Solor...”
Na foto:
Shades do La Scala Di Milano
http://www.fotolog.com/we_love_darcey
Então eu realmente gosto de ballet pois acho "La bayadére" um dos mais bonitos ballets de repertório!
até