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Durban Stadium - África do Sul

DURBAN, África do Sul - Se o turista que for à Copa do Mundo-2010 poderá, entre uma partida e outra, aproveitar as belezas da África do Sul e subir a famosa Montanha da Mesa, na Cidade do Cabo, a bordo do famoso bondinho, por que não usar um teleférico para percorrer parte do arco que está a engalanar um dos mais espetaculares estádios de futebol já construídos?

Em Durban, cidade litorânea a 565km de Johannesburgo, o Estádio Moses Mabhida - palco de sete jogos do Mundial do ano que vem - é o recente exemplo de que futebol e turismo devem caminhar juntos. Inaugurado em junho, um ano antes do megaevento, o palco de Brasil x Portugal, pela terceira rodada do Grupo G, no dia 25 de junho, já rende dinheiro à prefeitura como atração não apenas para os fãs do futebol.

Desde novembro, de terça-feira a domingo, 25 turistas de cada vez podem embarcar no "Sky Car", um funicular meio teleférico, meio trem, que sobe em pouco mais de dois minutos os trilhos para atingir o lounge construído a 106m de altura, no ponto mais alto do estonteante arco sobre o gramado. O preço do passeio vale a pena: 50 rands (R$ 12), incluído o estacionamento.

Quando as duas portas se abrem, há salgadinhos, canapés e bebidas para complementar a vista de contrastes: a Praia Norte, no deslumbrante do Oceano Índico, à esquerda, e a velha oficina de trens urbanos, à direita, nos fundos do palco da Copa, ao lado do velho Estádio ABSA, local de jogos de rúgbi.

Dos fundos do lounge, enxerga-se uma panorâmica de Durban, que se moderniza para a Copa-2010. Um calçadão com pouco mais de 400m de extensão está em construção para ligar o estádio à praia. Assistir aos astros do planeta bola de sunga e camiseta até será possível. Afinal, Durban se orgulha de ter o melhor clima entre as 12 sedes do Mundial-$2010 - o primeiro realizado no hemisfério Sul desde o da Argentina-1978, portanto, no inverno.

- Aqui em Durban, temos duas estações do ano: verão e verão - ri Julie-May Ellingson, chefe da Unidade de Projetos Estratégicos da Copa-2010 na cidade.

De fato, enquanto em Johannesburgo, torcedores jamais vão encontrar termômetros acima dos 15 graus em junho e julho, durante o dia, e dos seis graus a partir do pôr do sol, em Durban, as temperaturas médias ficam entre os 19 e 25 graus. Na praia, graças a uma corrente quente, a água do mar é atrativa, sensação bem diferente do frio que torcedores encontrarão em Porto Elizabeth e Cidade do Cabo, outros dois palcos da Copa à beira-mar.

- Somos a sede mais quente da Copa do Mundo. Por causa do clima, quem não conseguir ingresso no estádio, pode se divertir no único Fan Park (herdeiro da Fan Fest da Alemanha-2006) na beira da praia, vendo jogos no telão e assistindo a shows - avisa o governador da província de KwaZulu-Natal, Zweli Mhhize.

Em três anos de obras, a construção do Moses Mabhida consumiu 3,10 bilhões de rands (R$ 732 milhões) dos 800 bilhões (R$ 159,5 bilhões) investidos em infraestrutura geral da África do Sul para a Copa. Houve atrasos, greves de trabalhadores e temor que a obra não ficasse pronta.

Além do "Sky Car", outra atração turística do estádio de 68 mil lugares é a "Caminhada da Aventura". Depois de 550 passos acima, o corajoso que pagar 70 rands (R$ 16,50) chegará à face Sudeste do arco. Em breve, poderá se arriscar num salto amarrado à corda do bungee jumping.

Vários dos 128 camarotes e 18 business clubs, desde novembro, são local preferido para festas de fim de ano de empresas, casamentos e aniversários. Assim, o deslumbrante e novinho em folha Moses Mabhida, que custou R$ 232 milhões a mais do que o previsto para a reforma do sexagenário Maracanã, será menção obrigatória nos guias turísticos da África do Sul.

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On June 15 2010 45 Views




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