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Ele eh sua droga.
Ela mente para si mesma que não esta viciada, mas esta.
Com ele ela se sente viva, no topo do mundo. Cada palavra e cada toque. Desesperadamente luta a cada segundo para não deixa-lo, mas a hora chega e ai tudo cai.
A abstinência vem e a dor no peito que a faz ter vontade de gritar e faz tudo perder o sentido. Quando retoma a consciência vê que ele a faz mal, mal para sua saúde, para sua sanidade, nada mais a completa e nada a distrai.
Sua estranheza a machuca. Ele não eh o mesmo de longe. Ele não da a minima. Mas quando ela tenta se afastar ele a segura e lhe faz provar de novo seu gosto doce.
Talvez saiba de seu efeito e esteja querendo brincar ou talvez seja outra coisa.
Ela nunca terá certeza mas isso já basta. Ela precisa parar.
Ela não quer parar.
Ela não vai parar.
E não pode esperar ate tomar a próxima dose.
Parece de um filme de Wong Kar Wai.
Estou em São Paulo até o final do ano, quando parto pra Alemanha.
Quanto a sua droga, me ocorre Wilde:
"A única maneira de vencer uma tentação é ceder a ela".
Tears!
sensacional o texto!
forte, realista, visceral...
to precisando duma dose de uma neurose destas.
só cerveja não basta :P