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Sou o Alexandre... pra quem não me conhece, sou aquele cara que estava sempre nas baladas de …   More

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12/19/08
Faz tempo que eu procuro um motivo pra atualizar isso aqui, e com muita tristeza hoje achei. Estava eu tendo um dia que até então tinha sido muito bom, até que chego em casa e recebo uma notícia que chegou como um balde de água fria que me deixou sem palavras durante algumas horas: - sabe o Chico? Ele se foi...

Essa notícia caiu como uma bomba pra mim. Antes de mais nada, quero deixar uma coisa bem clara: não é porque essa tragédia aconteceu que vou ficar simulando intimidade - eu não era muito próximo do Chico. O conhecia, sim, de longa data. Quando estava em Salvador, a gente se batia bastante. A gente sempre se falava quando se encontrava, e até trocava uma idéia. Mas não era muito próximo. Conhecia muito mais o Chico do CMS do que o atual. De fato, nosso convivio foi muito pouco. Tem muita gente, inclusive amigos próximos, com um referencial infinitamente maior que o meu pra falar dele. E, como é de praxe quando alguém se vai, sempre pinta um monte de "melhor amigo" do nada. Não é o meu caso - eu realmente não era próximo do Chico, fato que olhando pra trás eu olho com um pingo de arrependimento. Apesar de ter convivido pouco com ele, foi um convivio antigo - faz pelo menos 10 anos que saí do CMS. E se tem uma imagem que sempre permaneceu dele foi aquela do cara sempre muito bróder.

O meu choque maior veio justamente por causa da imagem que sempre tive do cara. É uma merda a sensação de insegurança que vem junto com uma notícia dessa: aquela sensação de que somos uma gotinha no meio do oceano. Digo isso porque nunca vi o Chico triste. Aliás, nunca o vi nem sem estar sorrindo, ou fazendo alguma coisa que não parecesse legal. Era balada, era esporte radical, era coisa de modelo. Aí de repente me aparece ele namorando uma menina linda, que também conheci por acaso e com quem não tive muito convívio. Mas poucas vezes vi um casal que parecesse tão certo junto. Shopping Barra que o diga. A gente para e pensa: pô, que cara massa.

De repente, vem a noticia de que, em poucos segundos, um sacana (ouvi muito poucos detalhes da tragédia, e já vi que prefiro nem saber o resto) pôs tudo isso a perder. Nossa, que vidinha filha de uma puta essa que a gente leva, viu? Aí para e pensa: se isso caiu como uma bomba pra mim, que definitivamente estou muito distante, imagina pras pessoas próximas.

Existe consolo pra morte? Esse é um assuntinho que eu odeio tocar e do qual tento sempre me esquivar. Mas acontecimentos como esse sempre deixam uma pulga atrás da nossa orelha, que fica coçando por um bom tempo até ir embora. Não sei nem o que dizer, porque sou daqueles que acham que nada consola a dor de uma vida que se perde. Mas se a gente pode achar alguma coisa positiva num acontecimento desses é o fato de que não há nada, absolutamente NADA mesmo, que você olhe do Chico que não remeta a uma vida cheia e bem vivida. Vivida com intensidade. Tem gente que vai chegar aos 60, 70 anos, e não vai ter vivido tão plenamente como ele. Isso é um fato. E essa é só uma idéia que tenho na imagem que fiz dele ao longo desses anos todos. Sei que isso não é consolo - absolutamente não é. Mas, diante das circunstâncias, fica o conforto de que, depois que a dor da perda passar, vão ficar tantas imagens, lembranças e lições tão bonitas guardadas nas tantas pessoas que ele teve a chance de tocar e marcar a vida de alguma forma.

É isso... quase dois anos depois, meu post vai pra o casal que eu não conheci nem convivi muito, mas que sempre me transmitiu uma energia tão legal. Pena que nunca tive a oportunidade de dizer isso em pessoa.

Chicão, vai em paz, bróder. E Di, fica em paz. Tenho certeza que é isso que ele quer, e que essa vida ainda vai te dar muito motivo pra sorrir.

Lá em cima tem alguém que sempre vai olhar por ti.

A todos que ficam, um feliz 2009. Até um dia.

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