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En este flog debe haber dragones

Perdoa-me por me traires
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Perdoa-me por me traires

12/4/09
A crônica tem destacado filmes e depoimentos acerca do promissor mercado que explora o tema das traições entre casais. Detetives particulares afirmam que sua sobrevivência profissional depende diretamente de investigações sobre tais “jogos amorosos”. A literatura, o cinema, o teatro e a novela exploram este rico filão dos dramas humanos mais cotidianos e que não passam de simulações, de enredos desprovidos de vivências, sentimentos despejados solitariamente diante de um televisor de última geração.
A memória histórica acusa dois momentos literários exemplares: Otelo – Desdêmona e Arthur – Guinevere. Sob os véus do romantismo, tais personagens degladiam-se em jogos de paixões desmedidas, de paixões “eternas” aprisionadas nas masmorras da finitude existencial A impotência diante do outro onipotente. A paixão que dá sentido e existência aos amantes. O sofrimento que não redime, que humilha e gera o desespero do humano que se pretende deus. Algo de trágico se inscreve em tais relatos.
Os vazios existenciais são preenchidos pelos produtos que as gôndolas do mercado expõem. Consumidores-consumidos somos levados aleatoriamente pelos intermináveis corredores onde estão expostas em vitrines as próteses que a nós vão se agregando indistintamente: coisas, pseudos sentimentos, moralinas, amores e paixões. Com a moeda do nosso “tempo de vida”, pagamos nos caixas eletrônicos os súcubos que irão devorar nossas débeis subjetividades, substituídas gradativamente pelas subjetividades maquínicas, fontes das “identidades individuais”. Amores e paixões adquiridos com defeitos de fabricação, com prazos de validade vencidos, Daí o ciúme mórbido que pressente a traição, a perda do objeto. Nada romântico, nada trágico, pois as tragédias supõem vivências ficcionais que atravessem nosso imaginário. Tais produtos não estão à disposição nas gôndolas da modernidade

Guestbook Comments (2)

Albano La biblio ,el primer texto de relatos surrealistas ,el libro que instaura el surrealismo sagrado,es una inmensa narrativa ,una sucesion infinit de relatos sobre traiciones. Dios adoraba las teraiciones ,parece que se divertia con ellas y,muchas veces las premio

Como siempre me sobrepasan tus palabras que humildemente recibo pero que de verdad, no soy merecedora,, como simple mortal me pongo en manos de Dios y agradezco el don de crear, de plasmar sentimientos en imágenes y que haya a quien le guste lo que hago,
Que Dios te bendiga...
Te mando besos afectuosos..
Silvia

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