la ritournelle
9/23/09
Bem, cá estou.
Estranho demais, não sei ao certo como começar...o que dizer. Perdi a prática de uma escrita diária acerca das minhas impressões e sentimentos (ainda bem).
Precisava cortar esse vínculo comigo mesma, essa cobrança de colocar tudo para fora. Preservar-me, mais livre das palavras. Está sendo bom demais, mas às vezes, como agora, é preciso voltar.
Não penso em resumir esses dois, três meses. As coisas agora são muito diferentes. Sinto-me perdida em alguns momentos e ainda reflito o quanto não-sou-mais-a-mesma. Acordo e adormeço tentando encaixar a "nova Prisciila" no meu dia-a-dia, me acostumar com ela, sabe como? Já foi mais difícil, confesso. Hoje, talvez tardiamente, consigo pisar em uma base sólida, quase pronta para eu continuar minha desconstrução.
Doce ilusão a minha achar que era no ar que eu encontraria alguma coisa. Precisei cair inúmeras vezes novamente para me dar conta disso. Solidez, seja muito bem-vinda.
Tenho muitos assuntos/novidades para compartilhar por aqui. Comecei a faculdade, fui a shows lindoslindos, estou motorizada em horário integral, minha cabeça anda a mil com tantas reflexões,pensamentos,decisões etc&tais. Mas, por enquanto, eu só queria deixar uma impressão registrada por aqui:
Minha cabeça não consegue processar direito o fato das pessoas exporem suas opiniões e pensamentos sobre algo que não lhes diz respeito. Além de não lhes dizer respeito, não possuem o mínimo conhecimento necessário para criar uma teoria/opinião. Que teimosia pensar que o você vê ou acha que acontece é a realidade. Ainda mais quando se trata de relações humanas, algo tão cheio de detalhes, de consequências, de sentimentos. E olha, sorrisos nem sempre expressam felicidade ou a tentativa de demonstra-la. É preciso um exercício de sensibilidade para interpreta-los e isso torna-se bastante difícil quando você não conhece nada sobre a pessoa que "para o mundo está sempre sorrindo".
Além do mais, quem é qualquer um para dizer o que o outro deve fazer? Ou como o outro se sente/deve se sentir diante de alguma situação? É difícil entender o quanto você é leiga no assunto e que mesmo que não fosse, não tens o direito de questionar atitudes alheias ou impor sua opinião como sendo a coisa-mais-certa-do-mundo a se fazer? As pessoas não podem ser analisadas assim, de uma forma tão primária e simplista, cheia de marra e arrogância. Mas isso você terá a chance de aprender nas suas próximas sessões de terapia.
(the first days of spring): sem desespero, sem tédio, sem fim.