1/25/05
Hoje foi aniversário de Sampa. Somente faltando 10 minutos para que o aniversário acabasse tomei ânimo pra escrever alguma coisa. Talvez por gostar tando de São Paulo, minha cidade natal, minha cidade do coração, tão minha, eu sou tão dela, não conseguia pensar em palavras apropriadas para expressar.
Sou paulistana. Dezessete anos da minha vida morei no bairro do Pari, próximo ao Brás e ao Shopping Center Norte. Atualmente moro no Cambuci que, de carro, fica a 15 minutos da Av. Paulista. Fiz o colegial no Belém, minha ex-faculdade ficava em Higienópolis. Agora vou estudar na Mooca e no Paraíso, próximo a Av. 23 de maio. Pra ir pra Mooca uma das opções é a Av. Radial Leste. Paraíso é Rua Vergueiro na cabeça. Estação Ana Rosa, Paraíso, Liberdade, Luz, Brigadeiro, Trianon, já passei por elas. Minha endocrinologista é na Av. Aclimação, meu ortopedista é na Av. Angélica, o alergista também é no Paraíso. Sábado passado conheci um sebo no Itaim e o ônibus cruzou a Av. Brasil, onde se encontra o parque do Ibirapuera. Adoro andar de ônibus sem compromisso, olhar as pessoas pela janela curtindo um som gostoso. Já paseei pelo centro da cidade; praça da Sé, Viaduto do Chá, praça Ramos de Azevedo, largo Payssandu, Av São João e a Galeria do Rock, praça da República, praça João Mendes. Provavelmente ainda não passei por 1/4 do que seja realmente a extensão da cidade de São Paulo.
A cidade é feia, é suja, é perigosa, gente nas ruas, crianças sem perspectiva, é poluída, é vertical, tem trânsito caótico, enchentes, cinza mas ao mesmo tempo tão maravilhosa, tão poética, tão central, importante, imponente, abrangente. Um mundo vasto de todas as pessoas, todas as culturas, posses, raças, cores, aromas bons e ruins, por toda hora, todas as 24 horas. Nada pára, madrugada de luzes todas acesas, carros na rua, pessoas andando, sirenes. Sempre viva, vida circulando, sem calma, sem descanso, cada vez com mais sede de fazer a fama de São Paulo. Aqui é possível desenvolver o olhar e conseguir ver a beleza através da primeira vista - no beija-flor voando na árvore da grande avenida caótica, uma florzinha que nasce no meio fio, no arco-íris que brota depois da enchente, na pessoa que te retribui um sorriso tímido na correria do dia-a-dia. Muita vida.
Aí vai uma foto da avenida Paulista. É o lugar onde mais gosto de passar, seguido pelo centro da cidade. Ela é tão grande, lotada de prédios altos que dão a sensação de estarem prestes a se mover e te esmagar, tem o rico e o pobre andando lado a lado, possui a cultura, as sedes de vários bancos importantes, galerias, parque... um pequeno resumo da cidade.
Espero nunca ter de sair de São Paulo.
*Pete Townshend - Cut My Hair
genten! Visitem o link ao lado. É Susan em forma de blog novamente.
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