Diluimos um pouco daquele yage travestido de Burroughs em meia dose de qualquer coisa, em meio de noites e tudo isso foi um escarro de felicidades. Cansamos de ver Jean-Claude na tevê e mantivemos os corpos dilantando juntos.
[
Carta aberta à Will-Wonka]
Cuidado!!! Dizem que a tevê é perversa quando você dorme...e também dizem que no Avenida Marx o Engels é mais gostoso, mas isso não vem ao caso.
O caso é que você está babando no nosso sofá que custou milhões de drogas a menos e estamos usando seu computador para fins obscuros.
Pedimos carinhosamente que não apague esses textos que amanhã vamos pega-lo (opa! Triplo sentido). E lê eles aí.
Agradecemos a preferência.
Kátia Frávia e Pato Quac Quac.
[Carta à Tia Ká e Sapato furado]Em resposta a seus inconseqüentes argumentos em um momento inoportuno (no caso minha soneca):
Seria uma vingança por causa das outras tv’s que queimei? O Drogalinhas tem a ver com isso? Seria uma grande consipiração? Não duvido.
Evidenciando a fermentação canística que ocupa 5% do sangue... Não poupo palavras... é inegável o fim... o começo também, mas principalmente... o meio. No meio de uma idéia você tenta voltar e não consegue mais... daí você que já tinha o meio e tenta reconquista-lo... Já esqueceu... Como eu que esqueci o porquê comecei a falar disso, mas pelo menos teve meio, um início e fim.
[carta-resposta à Willian Simonal]Desculpa de aleijado é bengala branca em Santa Luzia. Não se afobe.
Estava eu falando outra hora aí que já perdemos das mãos sobre a televisão e seu plano noturno de dominar nossas mentes. Na entrega das senhas, só sobrou o mundo pro Pinky e pro Cérebro. Parafraseando um grande poeta :
“Tá dominado, tá tudo dominado!”.
Então, se a gente dorme, elas atacam; se ficamos acordados, é por conta de drogas.
E toda essa história de começo, meio e fim me lembrou que no meio do caminho Drummond era viciado em pedra e que você está sendo muito hedonista se contentando com “pelo menos teve meio, um início e fim”.
Mas isso não é uma crítica: é só um esporro!
E não te culpo, jogo na cara, conto pra tua mãe e sei lá mais o que sobre as queimadas promovidas por sua pessoa. Por dois motivos:
1) Eu sinto que isso é uma resistência silenciosa – quente, mas silenciosa – ao avanço e abuso das tecnologias na vida humana contemporânea que nos transformam em amebas de laboratório pra dominar a individualidade (esses aí foram os segundos a pegar aquela senha);
2) Esqueci.
Dum Maro Dum.
Abraços, mesmo que o pão seja caro e a liberdade pequena...
Katch a Fire. (seis de setembro)
[
Carta]
Eu ñ interferiria, todavia (eu gosto dessa bosta de palavra, q nem warm, foda-se!!), dizia eu q: (RS lembrei do chaves... uhahua!!!) sendo mesmo a liberdade pequena e o pão caro, pq aumentou mesmo, é o presente sem duvida alguma, como sensação de vida e intensidade, q é real..
Foda-se toda e qualquer divagação, ilusão, medo, insegurança. Talvez. Nossas vidas estão aí, e o q vc me diz de TUDO isso...
Vida vida nosso maior e mais precioso, provavelmente o único pertence, transitório sim, mas é nossa, nossas vidas, afinal de contas são nossas vidas e não há melhor saída do q o entendimento q temos das coisas.
Pq a vida é as coisas, não é?
Quenklos barcos
Photo uploaded at 8:56 PM
"Ligar-se, sintonizar-se, libertar-se.
Ligar-se significa voltar-se para dentro afim de ativar os equipamentos neurais
e genéticos. Tornar-se sensível aos muitos e diferentes níveis de consciência e aosbotões específicos que os acionam. (...)
Sintonizar-se significa interagir harmoniosamente com o mundo exterior: exteriorizar, materializar, expressar as novas perspectivas internas.
Libertar-se sugere um processo ativo, seletivo e suave de separação de
compromissos involuntários ou inconscientes. Libertar-se significa autoconfiança, descoberta da singularidade individual, compromisso com a mobilidade, escolha e mudança.
Ligar-se, sintonizar-se e libertar-se! Chegou a hora de acionar a chave interna
para força máxima! Ouçam, ou vocês vão passar o resto de suas vidas como figurantes mal pagos em algum documentário barato, preto-e-branco e amador, ou vão se tornar os produtores dos seus próprios filmes."
Timothy Leary