'Coin operated boy'. Nem bem começam os primeiros versos do hit hormônimo ('garoto movido a moeda'), a platéia vai se revelando aos poucos. Há uma prostituta dos anos 30 ali. Um palhaço de circo ao lado. Um sujeito todo vestido de preto. Outro com a cara pintada de tigre. São os fãs da dupla bostoniana Dresden Dolls, que já foi descrita como uma visita do White Stripes aos cabarés embaraçados de fumaça de cigarro da República de Weimar, levados pelas mãos de Kurt Weilll
e Bertolt Brecht. Mas é mais. Piano e bateria, só, comandados respectivamente por Amanda Palmer, líder, vocalista, principal compositora e arranjadora, linda, vestida a caráter, martelando as teclas com as pernas abertas, e Brian Viglione, um Chaplin triste, que entra mudo e sai calado, fazendo bastante barulho no intervalo. E o que sai da junção é ótimo, um autodefinido 'cabaré punk brechtiano', que vai de 'Miss You', que lembra 'Mack the Knife', a um cover de '...Baby One MoreTime' que deixa o Travis parecendo karaokê.
On February 17 2007
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