1/12/08
_pus meu sonho num navio
e o nvio em cima do mar,
depois abri o mar com as mãos
para meu sonho naufragar
minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas
e a cor que escorre dos meus dedos
colore as areias desertas
o vento vem vindo de longe
a noite se turva de frio
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio...
chorarei quando for preciso
para fazer com que o mar cresça
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça
sepois estará tudo perfeito:
praia lisa, águas ordenadas
meus olhos secos como pedras
e minhas duas mãos quebradas._
Cecília Meirelles
para recomeçar, ouso apenas citar quem é claramente melhor que eu.
descubri muitas coisas nesse tempo todo. agora desejosa da vida, caminho, sem pesares!
uma das coisas que descobri: um sabiá e um bem-te-vi podem brigar por comida, mas o sabiá ganha, e o outro aguarda à distância a distração e o desinteresse alheio. Isso acontece todo dia, sob a minha janela, a toda hora.
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O sentimento é único e individual
Mas não deixa de ser multiplo e universal.
Essa é a beleza....
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Belo poema...
No geral é um risco: quem diz que só bem te ve, um dia pode acordar querendo ver algo novo.
bju!