2/27/09
*
**
Agora de óculos. Agora com contornos. Agora com discernimento.
Adeus ao impressionismo, às impressões sobre o que é real.
Chega de enxergar embaçado. Agora vejo bem o que quero, e inclusive o que desconhecia.
E não me machuca.
Na verdade, minto.
Me dói a cabeça. Uma enxaqueca leve em cima do olho esquerdo, que mais sofre de miopia. Algo dolorido na parte occipital do crânio.
Mas nada que eu não agüente. Aliás, apenas tragédias me atravessariam o espírito causando-me dor.
De resto, tomei a feliz decisão de não sofrer. Por nada, nem ninguém.
Tudo podia ser pior, e retiro minhas expectativas sobre todos.
Sejam livres. Sintam-se a vontade.
Mas acima de tudo, sejam sinceros.
Verdadeiros.
E procurem perder o medo do risco. Aqui na vida paulista é estupidamente difícil. Mas chega.
Ansiosa para sentir-me tranqüila... Talvez eu ainda perturbe alguns (eco)sistemas.
*
Escrito entorpecido num ônibus em um bloco de notas.
~Sintam-se a vontade, mas acima de tudo, sejam sinceros, verdadeiros~
Existe algo nessa cidade que me consome qualquer alegria. Cada rua tem uma história, com seus êxtases, sim; porém as fossas se sacralizaram no concreto.
Vejo crateras que me distanciam de equilíbrios.
(...) Algo mais que planejei escrever.
Mas para quê? Por quê?
Até a próxima