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The Kennedys estréia em abril nos EUA

Algumas vezes, grandes sucessos vão parar na mão de pequenas empresas. Foi assim com Harry Potter e a editora Raincoast no Canadá. Mas a sorte não teve nada a ver com o caminho que levou a minissérie The Kennedys até uma desconhecida rede de TV a cabo nos Estados Unidos.

Anunciada em dezembro de 2009, The Kennedys tinha tudo para ser um grande evento televisivo, incluindo a controvérsia. Além de ser rejeitado por erros históricos, o primeiro roteiro foi alvo de críticas de um dos conselheiros de John F. Kennedy, Theodore Sorensen, que o classificou de “malicioso e vingativo” em uma entrevista ao The New York Times. Refeito, o trabalho foi aceito pelos historiadores do canal, mas a série continuou sob ataque. O site stopkennedysmears.com organizou uma petição para retirar do ar o que classifica como “ficção de motivação política”, e garante ter enviado 50 mil assinaturas pedindo o cancelamento do projeto.

Apesar das críticas, a produção seguiu em frente com Greg Kinnear como JFK, Katie Holmes como Jackie Kennedy, Barry Pepper como Robert F. Kennedy e Tom Wilkinson no papel de Joe Kennedy. O trailer da série mostra os atores em várias cenas conhecidas, incluindo Holmes vestida com o famoso tailleur rosa do dia do assassinato do então presidente dos Estados Unidos. É possível, também, reconhecer o trabalho de voz dos atores, que replica o sotaque e a cadência da fala de John, Bob e Jackie Kennedy.

Controvérsia e reclamações à parte, o que levou ao cancelamento da série, na verdade, segundo o The Hollywood Reporter, foi o lobby da família Kennedy, capitaneado pela filha do presidente assassinado, Caroline. Segundo o jornal, Caroline apelou diretamente a Anne Sweeney, executiva da Disney/ABC e parte do conselho do A&E. Além de parte interessada, Caroline tem um acordo com a Hyperion, parte do conglomerado Disney, para lançamento de um livro em abril. O volume vai reunir uma coleção de entrevistas inéditas com Jackie Kennedy e o lançamento vai comemorar o 50º aniversário do primeiro ano de presidência de JFK. Caroline concordou em editar o livro, escrever a introdução e ajudar a promovê-lo, apoio que pode ter ameaçado retirar se a A&E mantivesse a exibição da série. Outra fonte de pressão foi Maria Shriver, sobrinha de JFK e ex-jornalista da NBC Universal. Ela teria conversado com Jeff Gaspin, executivo da NBC e também do A&E.

Toda a pressão e lobby, no entanto, será esvaziada em breve. Apesar do cancelamento nos Estados Unidos, a estreia em 6 de março no Canadá foi mantida, bem como a exibição em outros países. O resultado deve ser similar ao ocorrido com The Reagans, minissérie produzida pela CBS em 2003. Assim como The Kennedys, a exibição foi cancelada após a ameaça de boicote de alguns anunciantes motivados por protestos de grupos conservadores que acusaram a série de mostrar Reagan como um homem insensível às vítimas da AIDS. O programa acabou indo ao ar no canal por assinatura Showtime. Em resposta ao cancelamento, Joel Surnow e as produtoras Muse, Asylum divulgaram uma declaração dizendo que esperam que o público estadunidense possa assistir à série no futuro, o que mostra que uma saída similar pode ser dada ao programa.

O valor pago pelo programa não foi divulgado, mas já se sabe que a minissérie ganhou mais destaque por ter sido proibida do que pela forma como o mulherengo JFK e seu pai calculista seriam mostrados.

O plano da rede é exibir a minissérie em abril, um mês depois da estreia no Canadá, o que deve esvaziar ainda mais a audiência. No Brasil, a minissérie será exibida no segundo semestre pelo History Channel local.





On March 27 2011 12 Views



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X_rubencitox_x Goldcam On 30/03/2011

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X_rubencitox_x Goldcam On 27/03/2011

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